Projeto Carbono Roraima aposta em economia verde e geração de renda no estado


Boa Vista (RR) – Um novo caminho para aliar preservação ambiental e desenvolvimento econômico começa a ganhar forma em Roraima. O Projeto Carbono Roraima será apresentado a produtores rurais, indústrias e instituições locais no próximo dia 11 de junho, às 16h, no auditório administrativo do SENAI/RR.

A iniciativa é conduzida pela Federação das Indústrias do Estado de Roraima (FIER), em parceria com a Federação da Agricultura e Pecuária de Roraima (FAERR), o Sebrae Roraima, o Sistema OCB Roraima e a empresa de tecnologia Dimitra.

O objetivo é estruturar um mercado de créditos de carbono no estado, conectando conservação ambiental, inovação tecnológica e geração de renda.

Segundo representantes do projeto, a proposta surge a partir da necessidade de transformar ativos ambientais em oportunidades econômicas. “São projetos de investimento sustentável que apostam na preservação do meio ambiente e na possibilidade de gerar economia para empresários e produtores rurais”, destacou um dos organizadores Carlos Ribeiro, diretor de vendas da Dimitra, durante a apresentação preliminar.

Economia verde e oportunidades

O projeto prevê a utilização de tecnologias avançadas para monitoramento, medição e certificação de créditos de carbono. A ideia é permitir que produtores rurais sejam remunerados pela conservação da vegetação nativa e pela adoção de práticas sustentáveis.

“É uma oportunidade de conhecer melhor o mercado, receber orientação, acesso a novas tecnologias e identificar formas de valorizar ainda mais as propriedades”, reforçou Ribeiro.

Para o setor industrial, a iniciativa abre caminho para adesão a estratégias de descarbonização, cada vez mais exigidas pelo mercado global. “Empresas que investem em sustentabilidade fortalecem sua imagem e contribuem para uma economia mais competitiva”, acrescentou.

Entenda o crédito de carbono

Durante o evento, o representante da Dimitra explicou o conceito central do projeto. De acordo com o diretor de vendas, o crédito de carbono representa a quantidade de carbono que uma área consegue capturar ou deixar de emitir.

“É uma denominação para o carbono que uma área consegue reter, seja no solo ou na vegetação. Com tecnologia, conseguimos medir isso e gerar certificações”, explicou.

Esses créditos podem ser comercializados, criando uma nova fonte de renda para produtores e empresas.

Benefícios para produtores

O principal objetivo, segundo os organizadores, é garantir que a preservação ambiental também seja economicamente viável.

“No curto prazo, buscamos manter a preservação com retorno econômico para o produtor. Além disso, o projeto gera uma nova fonte de renda”, afirmou.

Para participar, os produtores precisam atender a critérios como regularização da área e comprovação de práticas sustentáveis.

Certificação e rastreabilidade

A certificação dos créditos será feita por meio de avaliações técnicas e sistemas de rastreabilidade, garantindo transparência no processo.

“A certificação passa por análise e, depois disso, o produtor recebe a rastreabilidade necessária para acessar os benefícios”, explicou Izabel Itikawa, presidente da FIER.

Além disso, empresas e propriedades precisarão comprovar ações concretas de preservação ambiental.

Mercado em expansão

O mercado de carbono já movimenta bilhões no mundo e vem ganhando força no Brasil. Para os organizadores, Roraima tem potencial estratégico nesse cenário.

“É uma oportunidade para atrair investimentos e inserir o estado em um mercado global em crescimento”, destacou Izabel.

O projeto também prevê suporte técnico contínuo, capacitação e acompanhamento das propriedades, facilitando a adesão dos interessados.

Perspectivas

A expectativa é que o Projeto Carbono Roraima fortaleça a chamada economia verde no estado, gerando benefícios ambientais e econômicos.

“Ao apoiar essa iniciativa, os participantes investem em desenvolvimento sustentável, incentivam a conservação ambiental e contribuem para uma cadeia produtiva mais forte”, concluiu Carlos Ribeiro.

A proposta se apresenta, portanto, como uma estratégia de longo prazo para posicionar Roraima como referência em inovação e sustentabilidade no país.



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