Estádio Azteca vira palco de festival pop global em festa de abertura da Copa/ Foto: Globo
A abertura da Copa do Mundo de 2026 no México agitou os entusiastas do futebol em todo o planeta nesta quinta-feira (11), mas um elemento alheio às quatro linhas acabou dividindo os holofotes com o início do torneio. Os bonecos da coleção Labubu roubaram a cena durante as festividades e viralizaram nas principais plataformas digitais e redes sociais.
Os personagens de pelúcia, caracterizados por uma estética singular de orelhas longas e dentes serrilhados, ganharam projeção global no evento esportivo graças a uma parceria estratégica firmada em março deste ano entre a Fifa e a fabricante de brinquedos Pop Mart. O acordo garantiu o desenvolvimento de edições especiais e temáticas licenciadas para o Mundial. Como parte da engrenagem comercial, lojas oficiais foram inauguradas nos três países-sede (México, Estados Unidos e Canadá) com artigos exclusivos disputados por torcedores.
Criados originalmente pelo artista visual Kasing Lung em 2015, os Labubu registraram uma explosão de popularidade na internet ao longo do ano passado. O modelo comercial da marca é baseado no sistema de blind boxes (caixas-surpresa), no qual o consumidor adquire a embalagem sem saber qual variante do personagem está em seu interior. A mecânica fomenta um mercado aquecido de colecionadores, que buscam desde os modelos convencionais até exemplares raros cujo valor de revenda atinge patamares elevados.
A febre global em torno dos monstrinhos coincide com a recente expansão da marca para a América do Sul. Os produtos oficiais desembarcaram no mercado brasileiro no último dia 5 de junho, importados pela Candide, empresa responsável pela operação e distribuição nacional. O catálogo inicial no país oferece 30 opções diferentes do produto, com preços tabelados que variam entre R$ 299,99 e R$ 799,99 nas lojas autorizadas.
Antes do desembarque formal da Pop Mart em território brasileiro, a forte demanda gerada pelo engajamento digital ativou canais informais de comércio. No início do sucesso internacional, lotes originais importados por vias independentes chegaram a ser comercializados por até US$ 300 (cerca de R$ 1,6 mil na cotação atual). Diante da alta valorização e da escassez do produto, versões paralelas e réplicas de fabricação asiática passaram a abastecer o comércio popular no Brasil, com forte presença em centros de compras como a região da rua 25 de Março, no centro de São Paulo, onde as cópias são encontradas por valores que oscilam de R$ 65 a R$ 250.