
Mais de 100 cidadãos cubanos foram encontrados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) durante ações de combate à imigração irregular realizadas nessa segunda-feira (8), no município de Cantá, interior de Roraima. Ao todo, 108 estrangeiros foram localizados em três ocorrências distintas, que também resultaram na prisão de cinco pessoas suspeitas de atuar como “coiotes”, responsáveis por facilitar a entrada irregular de migrantes no país.
As ações fazem parte da Operação Rota Segura, que intensifica a fiscalização em áreas utilizadas para o ingresso irregular de estrangeiros pela fronteira entre o Brasil e a Guiana.
A primeira ocorrência foi registrada durante patrulhamento na BR-401. Segundo a PRF, policiais identificaram um comboio de veículos e deram ordem de parada aos condutores. Os motoristas teriam desobedecido à determinação e tentado fugir por estradas vicinais.
Após acompanhamento tático, as equipes interceptaram três veículos. No interior dos carros estavam 39 pessoas, entre adultos, idosos e crianças. De acordo com a corporação, muitos relataram estar sem se alimentar havia pelo menos dois dias.
Já durante a noite, os policiais identificaram outra situação de transporte irregular envolvendo oito cubanos. O veículo utilizado na ação foi apreendido e uma pessoa foi detida. Todos foram encaminhados à Polícia Federal.
Ainda na mesma noite, após o acompanhamento de um veículo suspeito, os agentes localizaram outros 61 cubanos em uma residência no município de Cantá. No local, também foi apreendido um automóvel supostamente utilizado no transporte dos migrantes.
Conforme a PRF, a operação representou a maior ação humanitária já registrada pela corporação em uma única ocorrência em Roraima. Com os casos registrados nesta segunda-feira, chegou a 297 o número de estrangeiros encontrados pela instituição em situações semelhantes entre 2024 e junho de 2026.
Os cinco suspeitos presos foram encaminhados à Superintendência da Polícia Federal, que dará continuidade às investigações. Já os cidadãos cubanos foram apresentados à PF para os procedimentos de regularização migratória e posterior encaminhamento à rede de assistência social.
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Segundo a PRF, migrantes que ingressam no país sem a documentação exigida frequentemente se tornam alvo de grupos conhecidos como “coiotes”, que cobram para promover travessias clandestinas. A corporação afirma que essas viagens costumam ocorrer em condições precárias e expõem os passageiros a riscos de acidentes e outras situações de vulnerabilidade.