Irlanda do Norte – Um imigrante sudanês foi preso na Irlanda do Norte suspeito de tentar decapitar um homem em plena rua, em um ataque descrito por testemunhas e autoridades como “bárbaro” e “medieval”. O caso aconteceu na noite de segunda-feira (9) em Belfast e chocou os moradores da região.

(Reprodução/X/@TRobinsonNewEra)
Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram um homem armado com uma faca imobilizando a vítima no chão enquanto a golpeava repetidamente na cabeça e no pescoço. As imagens também mostram pessoas tentando interromper a agressão em meio a gritos de desespero.
Segundo testemunhas, o agressor estava coberto de sangue enquanto mantinha a vítima presa no chão. Em determinado momento, uma mulher gritou para que ele soltasse o homem, enquanto outra pessoa afirmava que o suspeito estava tentando cortar a cabeça da vítima.
Moradores correram para ajudar e conseguiram afastar o agressor utilizando um pedaço de madeira. Outras pessoas tentaram puxar o suspeito para libertar o homem atacado.
A polícia da Irlanda do Norte informou inicialmente que o suspeito seria um homem somali, mas depois corrigiu a informação e afirmou que ele é sudanês. As autoridades atribuíram o erro à rapidez das investigações logo após o ataque.
Agressor foi preso
O suspeito, que tem cerca de 30 anos, foi preso sob suspeita de tentativa de homicídio. Até o momento, a polícia não divulgou qual teria sido a motivação do crime nem confirmou se o caso está sendo tratado como terrorismo.
A vítima é um homem local, na faixa dos 40 anos, que sofreu ferimentos graves no rosto, no pescoço e nas costas. Segundo a polícia, o ataque foi extremamente violento.
Moradores relataram profundo choque após presenciarem o ataque. Um deles afirmou ao jornal Belfast Telegraph que a cena parecia “algo saído de um filme de terror”. Outro disse nunca ter visto algo semelhante em toda a vida.
Uma mulher contou à BBC que ouviu gritos vindos da rua e, ao sair para verificar o que estava acontecendo, encontrou crianças reunidas próximas ao local da agressão. Ela afirmou ter ficado “absolutamente apavorada”.
Segundo o conselheiro local Paul McCusker, pelo menos uma mulher precisou ser hospitalizada após sofrer forte estresse emocional ao testemunhar o ataque.
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, condenou o episódio e classificou as cenas como “repugnantes”. Ele afirmou que não há tolerância para atos de violência extrema nas ruas do Reino Unido.