A Polícia Federal identificou indícios de que o empresário Luciano Cândido Amaral atuava como operador financeiro do desembargador afastado Dirceu dos Santos, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT).
Segundo a investigação, Amaral teria pago despesas do magistrado e realizado diversas transações financeiras com ele.
As informações constam na decisão do ministro João Otávio de Noronha, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que autorizou mandados de busca e apreensão no âmbito da Operação Gemini, deflagrada nesta segunda-feira (8) para apurar um suposto esquema de venda de sentenças e lavagem de dinheiro.
De acordo com a Polícia Federal, Luciano teria quitado 11 boletos bancários ligados a Dirceu, em valores que totalizam cerca de R$ 258 mil. Além disso, relatórios de inteligência financeira apontaram transferências diretas e indiretas entre os dois que ultrapassam R$ 600 mil.
“A investigação também apurou que L. C. A. [Luciano Cândido Amaral] atuaria como operador financeiro de D. dos S. [Dirceu dos Santos], com quem manteria vínculos societários diretos e indiretos, além de haver indícios de pagamento de boletos e realização de transferências em favor do magistrado e de familiares”, afirmou o ministro em trecho da decisão.
Otmar de Oliveira/Agência F5
O desembargador afastado do TJ-MT, Dirceu dos Santos
Em outro trecho, Noronha destaca que o Relatório de Inteligência Financeira (RIF) nº 116128 identificou…
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