A Construtora Cidade, empresa responsável pela construção da Ponte Frei Paolino Baldassari, em Sena Madureira, afirmou que a estrutura foi entregue sem falhas e que o desabamento ocorrido na última sexta-feira, 5, pode estar relacionado a um processo de instabilidade do terreno onde a obra estava instalada. As informações constam em nota oficial divulgada pela empresa nesta segunda-feira, 8.
No comunicado, a construtora manifestou solidariedade às pessoas atingidas e aos familiares envolvidos no acidente e destacou que a ponte foi construída seguindo as normas técnicas e de engenharia vigentes. Segundo a empresa, a estrutura foi recebida pelo Departamento de Estradas de Rodagem do Acre (Deracre) ao final de 2023 e permaneceu em operação regular desde então, sem registros anteriores de problemas estruturais que indicassem risco à sua estabilidade.
De acordo com a nota, equipes técnicas passaram a observar sinais de instabilidade no terreno da região cerca de uma semana antes do desabamento. A empresa relata que, nos dias seguintes, foram identificadas rachaduras, deslocamentos de solo e desníveis em diferentes pontos do entorno da ponte.
Diante da situação, a Construtora Cidade informou que mobilizou especialistas das áreas de engenharia estrutural, fundações e topografia para avaliar as condições da área. Os levantamentos preliminares teriam apontado movimentações significativas de solo em uma área estimada em aproximadamente 16 mil metros quadrados, atingindo não apenas a ponte, mas também áreas adjacentes do bairro localizado nas proximidades.
Segundo a empresa, após as avaliações técnicas, foi encaminhada ao Deracre uma recomendação formal para a interdição total da ponte, incluindo o trânsito de pedestres. O comunicado afirma que a orientação foi enviada na quinta-feira, 4, por volta das 13 horas, um dia antes do colapso da estrutura.
Fenômeno de “terras caídas”
A construtora sustenta que os levantamentos realizados em campo identificaram indícios compatíveis com um fenômeno geotécnico conhecido como “terras caídas”, caracterizado pela movimentação de grandes massas de solo associada a processos erosivos e às variações naturais do nível dos rios.
Segundo a empresa, a identificação desses indícios foi um dos principais fatores que motivaram a recomendação imediata de interdição da ponte.
Na nota, a Construtora Cidade afirma que a ocorrência desse tipo de fenômeno natural, que classifica como extraordinário e imprevisível, pode provocar a ruptura de estruturas viárias, como a registrada na Ponte Frei Paolino Baldassari.
Novos estudos estão em andamento
A empresa informou ainda que novas análises técnicas estão sendo realizadas por uma equipe formada por especialistas nas áreas de geotecnia, hidrologia, estruturas, fundações e topografia, com o objetivo de aprofundar a investigação sobre as causas do desabamento.
Por fim, a construtora declarou permanecer à disposição dos órgãos públicos, da imprensa e da sociedade para prestar esclarecimentos e afirmou que seguirá colaborando com os levantamentos técnicos relacionados ao caso.
O desabamento da Ponte Frei Paolino Baldassari segue sendo apurado pelos órgãos responsáveis.
Veja nota na íntegra:
A Construtora Cidade manifesta sua solidariedade às pessoas atingidas e aos seus familiares em decorrência do colapso da Ponte Frei Paolino Baldassari, em Sena Madureira (AC), ocorrido na última sexta-feira (05/06/2026).
A empresa informa que a ponte foi construída com observância à técnica e às normas vigentes da engenharia, tendo sido recebida pelo DERACRE ao final de 2023 e permaneceu em operação regular desde então, sem registro anterior de anomalias estruturais que indicassem risco à sua estabilidade.
Há cerca de uma semana, equipes técnicas passaram a observar sinais de instabilidade no terreno da região onde a ponte está inserida. Esses sinais evoluíram rapidamente nos dias seguintes, com o surgimento de rachaduras, deslocamentos de solo e desníveis em diferentes pontos da área no entorno da ponte.
Diante desse cenário, a Construtora Cidade mobilizou profissionais especializados das áreas de engenharia estrutural, fundações e topografia para avaliação das condições locais. Os levantamentos preliminares realizados em campo identificaram movimentações significativas de solo em uma área muito mais ampla do que a própria ponte, abrangendo aproximadamente 16 mil metros quadrados e alcançando também áreas adjacentes do bairro localizado nas proximidades.
Com base nas informações técnicas disponíveis naquele momento, a empresa encaminhou ao DERACRE, na quinta-feira (04/06/2026), por volta das 13 horas (horário do Acre), recomendação formal para a interdição total da ponte, inclusive para o trânsito de pedestres, diante do risco identificado por suas equipes.
As avaliações preliminares apontaram indícios compatíveis com processo de instabilidade geotécnica conhecido como fenômeno de “terras caídas”, caracterizado por movimentações de grandes massas de solo associadas a processos erosivos e às variações naturais dos níveis dos rios. A identificação desses indícios foi um dos fatores que motivaram a recomendação imediata de interdição da estrutura.
A ocorrência do fenômeno natural, extraordinário e imprevisível de “terras caídas” pode, dependendo da dimensão, ocasionar a ruptura da estrutura de obras viárias, como o ocorrido na Ponte do Frei Paolino Baldassari.
A Construtora Cidade ressalta que mais estudos técnicos estão sendo realizados pela equipe contratada, composta por especialistas de reconhecida experiência nacional nas áreas de geotecnia, hidrologia, estruturas, fundações e topografia.
A empresa permanece à disposição dos órgãos públicos, da imprensa e da sociedade para prestar todos os esclarecimentos necessários, reafirmando seu compromisso com a segurança das pessoas, com a engenharia responsável e com a busca rigorosa da verdade técnica sobre os fatos.
Construtora Cidade
Junho de 2026