Construtora diz que ainda não sabe quem vai tirar restos de ponte que caiu em Sena

Retirada de escombros de ponte sobre o Rio Iaco depende de aval do Estado e de perícia/ Foto: Reprodução

O bloqueio do leito do Rio Iaco pelos restos da ponte Padre Paolino Baldassari, que desabou na última sexta-feira (5), tornou-se o novo ponto de discussão em Sena Madureira. Em entrevista concedida nesta terça-feira (9), durante vistoria técnica no local, os sócios da Construtora Cidade, Roberto Santos e Raul Santos, afirmaram que o início da limpeza e a desobstrução do manancial — essencial para a navegação local — dependem de um acerto formal com o Governo do Estado e da apuração pericial do acidente.

O empresário Roberto Santos explicou que a responsabilidade e a logística da operação ainda serão definidas. Uma agenda emergencial deve selar os rumos da ação.

Bloqueio de navegação no Rio Iaco obriga Deracre e empresa a negociar plano de ação/ Foto: Gleison Junior/ Orna Audiovisual

 “Nós vamos ter uma reunião com a governadora, com a pessoa do Deracre e nós vamos resolver internamente lá o que que vai ser possível fazer, tanto o Deracre como nós, nós vamos conversar. [Se é a empresa que vai retirar] não sei, nós vamos conversar”, declarou Roberto.

Roberto lamentou que o primeiro contato com a atual gestão estadual ocorra sob circunstâncias trágicas. “É a primeira vez, a gente nem conhece a governadora, né? É uma situação ruim. Nós passamos por vários governadores aqui e nós vamos conversar e, no diálogo, nós vamos ver o que vai acontecer”, emendou.

Investigação do sinistro dita o ritmo

Complementando o posicionamento do colega, o outro sócio da empreiteira, Raul Santos, indicou que a pressa para limpar a área esbarra na necessidade técnica de preservar as evidências para entender o colapso da obra, avaliada em quase R$ 40 milhões.

“Nós não sabemos [quem retira] porque nós temos que determinar as causas, ok? A causa do sinistro tem que ser levantada”, argumentou Raul.

Apesar da cautela técnica, o empresário fez questão de frisar que há um interesse mútuo entre a iniciativa privada e o poder público para desimpedir o tráfego fluvial o quanto antes.

“Mas isso eu posso garantir que é da nossa vontade, e acredito que é da vontade do governo do Acre também, de acelerar o máximo possível a retirada dos escombros”, concluiu o empreiteiro.

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