O Acre é o segundo estado do Brasil onde o Poder Legislativo (composto pelos deputados estaduais e servidores da Assembleia Legislativa) e o Tribunal de Contas do Estado (TCE) mais pesam na economia. É o que revela o Ranking de Competitividade dos Estados 2025, divulgado pelo Centro de Liderança Pública (CLP).
O estudo analisa o quanto cada estado gasta para manter o seu Legislativo em comparação com o tamanho da sua economia, ou seja, com o Produto Interno Bruto (PIB) estadual. Os dados técnicos da pesquisa foram calculados pela Tendências Consultoria, utilizando como base os relatórios oficiais do Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro (Siconfi).
No caso do Acre, os recursos públicos usados para manter essa estrutura consomem o equivalente a 1,49% de toda a riqueza produzida no estado. No ranking geral das 27 unidades da federação, o Acre ficou na 26ª posição (penúltimo lugar), superando apenas Roraima, onde o custo compromete 2,39% do PIB.
O contraste entre os estados
A pesquisa deixa clara uma grande diferença entre os estados da Região Norte e os grandes centros econômicos do país. Enquanto o Acre gasta quase 1,5% de sua riqueza com o Legislativo, o estado de São Paulo lidera a lista de menor custo, comprometendo apenas 0,09% do seu PIB para a mesma finalidade.
Especialistas apontam que isso acontece porque estados com economias menores e menos populosos precisam manter uma estrutura básica de deputados e conselheiros que acaba pesando proporcionalmente muito mais no bolso do cidadão local.
Veja como ficou o final da lista (onde os custos são maiores):
24º lugar: Rondônia – 0,89% do PIB
25º lugar: Amapá – 1,29% do PIB
26º lugar: Acre – 1,49% do PIB
27º lugar: Roraima – 2,39% do PIB
Na outra ponta da tabela, além de São Paulo (0,09%), os estados com menor custo proporcional são o Rio Grande do Sul (0,12%) e o Rio de Janeiro (0,15%).