Chefe do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o promotor de Justiça Adriano Roberto Alves disse não ter convicção que haverá um avanço no combate às facções criminosas brasileiras, após a decisão dos Estados Unidos, sob Donald Trump, decidir classificá-las como “terroristas”.
Infelizmente, no Brasil, tudo pende para a esquerda ou direita. Pouca coisa se discute pragmaticamente, no que realmente vai avançar, não vai
“Só o tempo dirá”, disse o promotor em entrevista ao MidiaNews. Na prática, o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) serão tratados como o palestino Hamas, além da Al Qaeda. A classificação pode gerar sanções econômicas ao Brasil e danos à troca de informações, segundo especialistas.
A convicção do promotor é de que a discussão está alastrada por debates políticos ideológicos, entre a esquerda e a direita brasileira.
“Todo esse tema, imbróglio, barulho, é mais uma questão ideológica, sobre quem é de esquerda e quem é de direita. […] Infelizmente, no Brasil, tudo pende para a esquerda ou direita. Pouca coisa se discute pragmaticamente, no que realmente vai avançar, não vai”, disse.
Ainda na entrevista, o promotor fez uma análise sobre o modus operandi dessas facções e como o Comando Vermelho atua por meio da implementação do medo e terror…
VER NA FONTE