O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) bloqueou nesta sexta-feira, 5, a ponte sobre o Rio Caeté, localizada no km 282,65 da BR-364, em Sena Madureira. A interdição ocorreu no mesmo dia em que a Ponte Frei Paolino Baldassari desabou no município, deixando quatro pessoas feridas.
O bloqueio da estrutura sobre o Rio Caeté havia sido anunciado pelo DNIT na quarta-feira, 3. Segundo a autarquia, a medida foi adotada de forma preventiva para permitir o avanço das obras de reforço estrutural que já estavam em andamento no local.
A reportagem de A GAZETA esteve na área da interdição e acompanhou a operação.
De acordo com o DNIT, nesta nova etapa dos trabalhos seria realizada a implantação de um pilar provisório estaiado, solução técnica projetada para reforçar a sustentação da ponte e aumentar a segurança da estrutura.

Desvio para garantir o tráfego
Apesar da interdição da ponte de concreto, o tráfego na BR-364 não foi interrompido.
Para manter a circulação de veículos, o DNIT implantou um desvio utilizando uma ponte metálica provisória instalada ao lado da estrutura principal. O acesso alternativo passou a ser utilizado por veículos de pequeno porte, caminhões e carretas.
A autarquia também informou que reforçou a sinalização no trecho para orientar os motoristas durante a mudança no fluxo de trânsito.
Mesma construtora
Segundo informações obtidas pela reportagem, a Construtora Cidade Ltda. é a empresa responsável pela obra da ponte sobre o Rio Caeté. A mesma empresa também é apontada pelo governo do Acre como responsável pelo projeto e pela execução da Ponte Frei Paolino Baldassari.
Neste sábado, 6, o governo estadual anunciou que pretende adotar medidas judiciais para responsabilizar a construtora pelo desabamento da Ponte Frei Paolino e cobrar a reparação dos danos causados pelo acidente.
Investigações em andamento
O desabamento da Ponte Frei Paolino ocorreu na noite de sexta-feira, 5, poucas horas após o início do bloqueio na ponte do Rio Caeté.
As causas da queda da estrutura que ligava o centro de Sena Madureira ao Segundo Distrito seguem sendo investigadas pela Polícia Civil e por equipes técnicas mobilizadas pelo governo do Estado.
Enquanto isso, moradores afetados pela interrupção da travessia passaram a utilizar catraias e rotas alternativas para se deslocar entre as duas regiões da cidade.