Eleições 2026
Cresce no PT avaliação de que intervenção de Lula pode ser decisiva. Partido tem reunião marcada para esta sexta-feira
Adriana Accorsi e Faedo dividem indicaões ao governo de Goiás pelo PT (Foto: redes sociais)
Apesar das alternativas colocadas à mesa, a tendência é de que a direção nacional do PT intensifique a pressão para que a deputada federal Adriana Accorsi assuma a candidatura ao governo de Goiás nas eleições deste ano. A leitura ganhou força após a desistência do produtor rural e empresário Flávio Faedo, que recusou o convite e comunicou sua decisão ao partido na última quinta-feira (4/6). Segundo ele, a decisão foi tomada após dias de reflexão com a família.
A expectativa, agora, é que Adriana apresente novas sugestões e caminhos durante reunião prevista para esta sexta-feira (5/6). Entre os nomes cotados aparecem o do ex-deputado estadual Luís César Bueno e do advogado Valério Luiz Filho. Ainda assim, parte dos dirigentes avalia que nenhum deles conseguiria, no tempo que resta, reunir a mesma densidade eleitoral da parlamentar.
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Nos bastidores, o entendimento é que Lula deseja uma candidatura forte do PT em Goiás, não necessariamente com perspectiva de vitória, mas capaz de ampliar a representação política do seu projeto de reeleição no estado. Durante agenda em Goiás na última terça-feira (2/6), o presidente teria, inclusive, sinalizado a Adriana que a disputa no estado passa por seu nome. Com isso, a aposta é de que ele deve intervir nos próximos dias.

Peso estratégico
Lideranças da acreditam que a deputada é a única capaz de levar o partido a ultrapassar a marca dos 20% dos votos em 2026, patamar considerado estratégico e desejado pela direção da legenda. Segundo uma fonte ouvida pela reportagem do Mais Goiás, o primeiro ponto levado em consideração é justamente a determinação de Lula em não abrir mão de uma chapa competitiva em território goiano.
O segundo fator está relacionado ao capital político da parlamentar. De acordo com a avaliação interna, Adriana possui reconhecimento junto ao eleitorado que vai além da base tradicional do PT, o que facilitaria a construção de uma candidatura mais robusta em comparação aos demais postulantes. “Tem gente que não vota no PT, mas vota na Adriana”, avaliou o petista.
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Já o terceiro elemento envolve a relação da deputada com o presidente. Integrantes do partido avaliam que, embora ela tenha reiterado o desejo de disputar a reeleição para a Câmara dos Deputados, uma solicitação direta de Lula poderia mudar o cenário.
“Ela tem profundo respeito e carinho carinho pelo presidente. Aidna que ela não queria concorrer e deixe isso claro em todas as oportunidades que tem de falar sobre o assunto, se o presidente pedir, ela vai para a disputa. Se ele disser: ‘eu preciso de você’, ela será a candidata, pode anotar”, cravou o interlocutor.

Nos últimos meses, a federal se dedicou à construção de Faedo como alternativa à sua candidatura. A estratégia era apresentar à direção nacional um perfil capaz de dialogar com segmentos tradicionalmente resistentes ao PT, especialmente o agronegócio e o meio empresarial.
Ainda que parte do PT goiano apresentasse resistência, a avaliação do grupo de Adriana era que Faedo representava uma “oportunidade de ampliar o alcance eleitoral da legenda”. Agora, com a recusa do empresário, embora Adriana continue demonstrando preferência pela disputa à reeleição, cresce a percepção de que será cada vez mais difícil sustentsr o ‘plano A’.
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