O Senado aprovou o Projeto de Lei que determina que campanhas de conscientização sobre câncer em crianças e adolescentes priorizem a divulgação dos principais sintomas e sinais clínicos da doença. Agora, o texto segue para sanção da Presidência da República.
Além disso, a proposta prevê a capacitação de profissionais da saúde, especialmente da atenção primária, para identificar precocemente possíveis casos de câncer infantojuvenil.
Atualmente, a Política Nacional de Atenção à Oncologia Pediátrica já estabelece a realização de campanhas educativas. No entanto, o projeto, de autoria do deputado federal Jefferson Campos (PL-SP), detalha quais informações deverão ser abordadas nas ações de conscientização.
Durante a tramitação na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), a matéria recebeu parecer favorável da senadora Damares Alves, que destacou a importância do diagnóstico precoce no combate à doença.
Segundo a parlamentar, dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) apontam que o câncer é atualmente a principal causa de morte por doença entre crianças e adolescentes de 1 a 19 anos no Brasil, com cerca de 8 mil novos casos registrados por ano.
Além disso, Damares ressaltou que, quando descoberto nos estágios iniciais, o câncer infantil pode alcançar taxas de cura superiores a 80%.
“Dados nacionais e internacionais mostram que, quando identificado em estágio inicial, o câncer infantil pode atingir taxas de cura superiores a 80%”, afirmou a senadora.
Ainda conforme a relatora, muitos atrasos no diagnóstico ocorrem devido à dificuldade de reconhecimento precoce dos sintomas na atenção primária, considerada a principal porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS).
Por sua vez, a senadora Dra. Eudócia, que é médica pediatra, reforçou a necessidade de orientar as famílias sobre os sinais de alerta da doença.
“É fundamental que as famílias fiquem atentas a sintomas como palidez e sangramentos, entre outros”, destacou.
Sinais de alerta para câncer infantil
Entre os principais sintomas que devem chamar atenção estão:
- febre por mais de sete dias sem causa aparente;
- dor óssea progressiva por mais de um mês;
- manchas arroxeadas na pele e palidez;
- reflexo branco na pupila quando exposta à luz;
- estrabismo e alterações visuais;
- aumento dos linfonodos;
- dores de cabeça persistentes, principalmente durante a noite, acompanhadas de vômitos ou sinais neurológicos.
De acordo com especialistas, identificar esses sinais precocemente pode aumentar significativamente as chances de cura e melhorar a qualidade de vida das crianças e adolescentes em tratamento.
Fonte: Agência Senado