Por SELES NAFES, de Macapá (AP)
O Instituto Veritá, responsável pela pesquisa divulgada nesta terça-feira (2) sobre a corrida ao Governo do Amapá, acumula decisões judiciais que impediram a divulgação de levantamentos eleitorais em pelo menos oito estados e no Distrito Federal. Levantamentos realizados pelo instituto foram suspensos pela Justiça Eleitoral no Espírito Santo, Alagoas, Piauí, Pernambuco, Tocantins, Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraná e Distrito Federal.
Além das suspensões, há ações judiciais que contestam a metodologia utilizada pelo instituto em Sergipe, Minas Gerais e São Paulo. Os questionamentos envolvem desde supostas inconsistências nos registros das pesquisas até falhas na aplicação dos questionários e na composição das amostras.
A decisão mais recente ocorreu no Distrito Federal. No último dia 27, a Justiça Eleitoral atendeu a um pedido do PSB e suspendeu a divulgação de uma pesquisa para o governo local. Entre os argumentos apresentados estão possíveis irregularidades no registro do levantamento dentro do sistema da Justiça Eleitoral e dúvidas sobre a execução do trabalho de campo.
Na Bahia, onde também há questionamentos envolvendo o Veritá, o caso foi encaminhado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ampliando a lista de disputas judiciais relacionadas ao instituto em diferentes regiões do país.
No Amapá, a pesquisa divulgada pelo Veritá aponta o ex-prefeito de Macapá Antônio Furlan (PSD), afastado do cargo a pedido da Polícia Federal, com o dobro das intenções de voto atribuídas ao governador Clécio Luís (União). Furlan já foi alvo de seis operações policiais relacionadas a suspeitas de corrupção. Em nenhuma das operações ele procurou esclarecer as acusações.