Entenda como vai funcionar a “polícia eletrônica” instalada em frente ao Instituto São José


Quem passa pela Rua Floriano Peixoto, no Centro de Rio Branco, já percebe uma novidade em frente ao Instituto São José. Trata-se de um posto eletrônico de segurança instalado pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), que promete ampliar o monitoramento da região e facilitar o acionamento das forças policiais em situações de emergência.

Mas, afinal, como funciona o equipamento?

Na prática, o sistema atua como um ponto de contato direto entre a população e o Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), responsável pelo monitoramento das ocorrências de segurança pública no estado.

Em caso de emergência ou diante de qualquer situação considerada suspeita, basta que a pessoa acione o equipamento por meio da tela instalada no local. Imediatamente, é estabelecida uma comunicação em tempo real com a central da polícia, permitindo o repasse de informações e o envio rápido de equipes, se necessário.

Entenda como vai funcionar a "polícia eletrônica" instalada em frente ao Instituto São José

Mais do que um botão de emergência

Além da comunicação direta com a polícia, o posto eletrônico também funciona como uma ferramenta avançada de monitoramento.

Segundo a Sejusp, o equipamento possui câmeras capazes de realizar reconhecimento facial, análise de dados e monitoramento contínuo do entorno da escola. A tecnologia auxilia na identificação de comportamentos considerados suspeitos e amplia a vigilância sobre a movimentação de pessoas e veículos na região central da cidade.

A expectativa é que o sistema contribua não apenas para a segurança dos alunos, pais e servidores do Instituto São José, mas também para reforçar o monitoramento de uma das áreas mais movimentadas de Rio Branco.

Por que o equipamento foi instalado?

A instalação ocorre dentro das ações de reforço da segurança escolar adotadas após o ataque registrado no Instituto São José, em maio deste ano, que resultou na morte de duas inspetoras e deixou outras pessoas feridas.

Desde então, as forças de segurança vêm ampliando medidas preventivas em unidades de ensino e em áreas com grande circulação de estudantes.

Equipamento ainda está em fase de testes

Apesar de já estar visível para a população, o sistema ainda passa por ajustes técnicos e por uma fase de testes que deve durar cerca de 90 dias.

Durante esse período, a Sejusp irá avaliar a eficiência da tecnologia, a qualidade do monitoramento e a capacidade de resposta das equipes de segurança.

Pode chegar a outros pontos da cidade

Caso os resultados sejam considerados positivos, a intenção do governo é expandir o projeto para outras regiões de Rio Branco.

A proposta é instalar novos postos eletrônicos em locais estratégicos da capital, ampliando o chamado cerco eletrônico e fortalecendo a integração entre tecnologia e segurança pública.



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