O Acre registrou uma das maiores reduções do país na taxa de homicídios de mulheres nos últimos cinco anos. O índice caiu 62,7% entre 2019 e 2024, passando de 7,5 para 2,8 mortes por 100 mil habitantes, segundo dados do Atlas da Violência 2026, produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e divulgado na terça-feira, 26 de maio.
Os números também mostram avanço na comparação com a última década. Em 2014, o estado registrava taxa de 5 homicídios de mulheres por 100 mil habitantes. Em 2024, o indicador caiu para 2,8, o que representa redução de 44% no período.
Na comparação mais recente, entre 2023 e 2024, o Acre apresentou queda de 31,7%. A taxa passou de 4,1 para 2,8 homicídios de mulheres por 100 mil habitantes em apenas um ano.
Estado chegou a registrar os maiores índices da década
Apesar da redução observada nos últimos anos, os dados apontam que o Acre enfrentou períodos de maior incidência de violência letal contra mulheres ao longo da série histórica.
Em 2017, a taxa chegou a 8,2 homicídios por 100 mil habitantes. O maior índice foi registrado em 2018, quando o estado alcançou 8,4 mortes por 100 mil habitantes. A partir de 2019, os indicadores passaram a apresentar queda gradual até atingir o patamar registrado em 2024.
Redução supera média nacional
O Atlas da Violência 2026 mostra que o desempenho acreano ficou acima da média nacional tanto na comparação dos últimos dez anos quanto na análise dos últimos cinco.
Em todo o país, a taxa de homicídios de mulheres caiu de 4,7 para 3,4 mortes por 100 mil habitantes entre 2014 e 2024, o que representa redução de 27,7%. No mesmo período, a queda registrada no Acre foi de 44%.
Entre os estados brasileiros, Sergipe apresentou a maior redução proporcional na década, com retração de 67,2%, seguido por Goiás, com 62,5%.
Cenário na Região Norte
Na Região Norte, os resultados foram distintos entre os estados. Acre, Amapá e Pará registraram redução nas taxas de homicídios de mulheres ao longo da última década.
Por outro lado, Amazonas e Roraima apresentaram aumento nos índices. Roraima registrou a maior taxa do país em 2024, com 12,6 homicídios de mulheres por 100 mil habitantes.
Já São Paulo apresentou o menor índice nacional no ano passado, com taxa de 1,5 homicídio de mulheres por 100 mil habitantes.