Internet vai melhorar no Amapá, diz ministro – Diário do Amapá


 

Ministro, o que representa a inauguração da Infovia 03 para o Amapá e para a Região Norte?

A Infovia 03 representa um marco histórico para a conectividade da Amazônia e para o desenvolvimento do Amapá. Estamos falando de uma obra estratégica que conecta Macapá a Belém por quase 800 quilômetros de fibra óptica instalados no leito dos rios amazônicos, criando uma verdadeira estrada digital sustentável no coração da floresta.

 

Essa entrega muda definitivamente o cenário da infraestrutura de telecomunicações na Região Norte. Durante muitos anos, o Amapá conviveu com limitações históricas de conectividade, instabilidade de sinal e pouca redundância de rede. Agora, o estado passa a contar com uma infraestrutura moderna, robusta e preparada para ampliar o acesso à internet de alta velocidade, reduzir falhas e atrair novos investimentos para o setor.

 

Mas o mais importante é o impacto social dessa transformação. A Infovia 03 significa mais inclusão digital, mais cidadania e mais oportunidades para a população. Estamos levando conectividade para fortalecer a educação, ampliar a telemedicina, modernizar serviços públicos e criar condições para que milhares de pessoas tenham mais acesso à informação, qualificação profissional e desenvolvimento econômico.

 

Tudo isso sendo feito com respeito à Amazônia, utilizando um modelo sustentável que preserva a floresta e demonstra que é possível unir tecnologia, desenvolvimento e proteção ambiental.

 

Na prática, o que muda na vida da população com a chegada dessa nova estrutura?

A mudança será percebida diretamente no cotidiano das pessoas e também na capacidade de desenvolvimento do estado. Essa nova infovia traz uma infraestrutura moderna e robusta que melhora significativamente a qualidade da internet no Amapá e em municípios da região amazônica que historicamente enfrentaram limitações de conectividade.

 

A população passa a ter acesso a uma internet mais rápida, mais estável e com maior capacidade de transmissão de dados. Em Macapá, por exemplo, a velocidade máxima ofertada já passou de 1 Giga para 2 Gigas. Em localidades que dependiam exclusivamente de rádio, como Afuá, no Pará, a chegada da fibra óptica representa praticamente uma mudança de era na comunicação digital.

 

Outro ponto muito importante é a estabilidade da rede. O Amapá passa a contar com uma nova rota de transmissão de dados, aumentando a redundância e reduzindo os riscos de interrupções e apagões de internet. Isso fortalece o comércio, os serviços, o setor produtivo e a própria segurança das comunicações no estado.

 

Além disso, a ampliação da capacidade da rede cria um ambiente mais competitivo entre os provedores locais, permitindo que a população tenha acesso a pacotes melhores, com mais velocidade e com redução no custo final. Ou seja: mais qualidade e mais acesso para quem mais precisa.

 

O senhor costuma dizer que conectividade também é inclusão social. Como isso se aplica à Infovia 03?

Hoje, a conectividade deixou de ser apenas uma ferramenta tecnológica e passou a ser um instrumento essencial de cidadania. Ter acesso à internet de qualidade significa ter acesso à educação, à saúde, à informação, aos serviços públicos, ao mercado de trabalho e às oportunidades de desenvolvimento econômico e social.

 

Quando falamos da Infovia 03, estamos falando justamente disso: de usar a tecnologia para reduzir desigualdades históricas na Amazônia. Durante muito tempo, milhares de pessoas da Região Norte viveram à margem da transformação digital que aconteceu em outras partes do Brasil. Em muitos locais, estudar online, acessar um serviço público digital ou simplesmente manter uma conexão estável ainda era um desafio diário.

 

A chegada dessa infraestrutura muda essa realidade. Ela permite que escolas utilizem plataformas digitais e ferramentas educacionais modernas; que hospitais ampliem serviços de telemedicina e integrem sistemas de atendimento; que pequenos empreendedores consigam vender, divulgar seus produtos e acessar novos mercados; e que comunidades inteiras passem a ter mais acesso à informação, capacitação profissional e oportunidades.

 

A inclusão digital também significa fortalecer a permanência das pessoas em seus territórios. Quando levamos conectividade para comunidades ribeirinhas, indígenas e localidades mais afastadas, estamos criando condições para que essas populações tenham acesso a serviços e oportunidades sem precisar deixar suas regiões de origem.

 

A Infovia 03 vai muito além de uma obra de telecomunicações. Ela representa desenvolvimento humano, integração regional e presença do Estado em áreas historicamente desassistidas.

 

Um dos diferenciais do projeto é justamente o aspecto ambiental. Como foi pensada essa implantação?

Esse projeto é um exemplo muito concreto de que é possível unir desenvolvimento, tecnologia e preservação ambiental. Desde o início, pensamos em respeitar as características da Amazônia e minimizar qualquer impacto sobre a floresta e as comunidades da região.

 

Por isso, a implantação foi feita por meio de cabos de fibra óptica subfluviais, instalados diretamente no leito dos rios amazônicos. Em vez de abrir estradas, derrubar árvores ou construir grandes estruturas terrestres, utilizamos os próprios rios como caminho natural da conectividade. É uma solução inovadora e sustentável, que preserva a floresta e reduz significativamente os impactos ambientais da obra.

 

Esse modelo garante desmatamento praticamente zero para a implantação da infraestrutura e ajuda a proteger a biodiversidade amazônica. O programa Norte Conectado, do qual a Infovia 03 faz parte, deverá preservar cerca de 68 milhões de árvores justamente por utilizar essa tecnologia de instalação subaquática.

 

Além disso, o modelo operacional também foi pensado para ser economicamente sustentável. A infraestrutura funciona em sistema de operador neutro, permitindo o compartilhamento da rede entre empresas privadas e setor público. Isso reduz custos, estimula a concorrência regional e garante que a operação e a manutenção da rede não dependam exclusivamente de recursos públicos permanentes.

 

Além da Infovia, o Ministério também realiza entregas importantes em Macapá. Quais ações o senhor destacaria?

A nossa agenda em Macapá mostra justamente que o trabalho do Ministério das Comunicações vai muito além da infraestrutura de telecomunicações.

 

Além da inauguração da Infovia 03, estamos realizando entregas importantes por meio do programa Computadores para Inclusão. São 500 computadores recondicionados que serão destinados a escolas, associações, laboratórios e espaços comunitários do estado. Esses equipamentos representam acesso à tecnologia para milhares de pessoas que muitas vezes não teriam condições de adquirir um computador.

 

Também estamos entregando certificados de formação profissional para centenas de jovens e adultos capacitados pelo Centro de Recondicionamento de Computadores da Unifap. Isso é muito importante porque não estamos apenas distribuindo equipamentos; estamos formando pessoas, criando oportunidades de qualificação e preparando jovens para o mercado de trabalho e para a economia digital.

 

Outro ponto fundamental é o avanço das Escolas Conectadas. O Brasil já ultrapassou a marca de 100 mil escolas públicas conectadas, o que representa mais de 72% das escolas da educação básica do país. No Amapá, esse trabalho também vem avançando e nossa meta é acelerar ainda mais as instalações para garantir internet de qualidade dentro das salas de aula.

 

Além disso, o Amapá também vem sendo beneficiado por outras ações importantes do Ministério, como a expansão do 4G em localidades rurais, os pontos do Wi-Fi Brasil em comunidades remotas e unidades de saúde, além da ampliação da infraestrutura digital que fortalece serviços públicos e a economia regional.

 

Tudo isso faz parte de uma estratégia maior do Governo do Brasil de reduzir desigualdades regionais e garantir que a transformação digital chegue também à Amazônia, respeitando as características locais e promovendo desenvolvimento com inclusão social.

 

Qual mensagem o senhor deixa para a população do Amapá neste momento?

A principal mensagem é que o Amapá está no centro das prioridades do Governo do Brasil. Estamos vivendo um momento histórico para a conectividade da Região Norte, e o Amapá tem um papel estratégico nessa transformação.

 

A entrega da Infovia 03 simboliza exatamente isso: a presença do Estado chegando onde durante muito tempo houve carência de infraestrutura, dificuldade de acesso à internet e limitações para o desenvolvimento econômico e social. Estamos construindo uma nova realidade para a região, com mais conectividade, mais inclusão e mais oportunidades para as pessoas.

 

Nosso compromisso é garantir que a transformação digital não fique restrita aos grandes centros urbanos do país. Queremos que ela chegue também às comunidades ribeirinhas, às populações indígenas, às escolas públicas, às unidades de saúde, aos pequenos empreendedores e às famílias que vivem na Amazônia.

 

E essa transformação não acontece apenas com internet mais rápida. Ela acontece quando um estudante consegue acessar conteúdos educacionais de qualidade; quando um paciente consegue atendimento médico especializado à distância; quando um pequeno empreendedor amplia seu negócio por meio do ambiente digital; ou quando uma comunidade inteira passa a ter acesso a serviços públicos com mais eficiência e dignidade.

 

O Amapá tem enorme potencial econômico, social e humano. O que estamos fazendo agora é criar as condições para que esse potencial possa crescer ainda mais, com infraestrutura moderna, inovação, inclusão digital e integração ao futuro tecnológico do Brasil.

 

Por fim, a mensagem que deixo para a população amapaense é de confiança e de futuro. O Governo do Brasil continuará presente no estado, investindo em conectividade, educação digital, infraestrutura, saúde, desenvolvimento social e inclusão para garantir mais oportunidades, mais desenvolvimento e melhor qualidade de vida para todos.

 

 



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