Agropecuária lidera crescimento e impulsiona PIB do Brasil no 1º trimestre, que avança 1,1%



A agropecuária voltou a ser o principal motor da economia brasileira no primeiro trimestre deste ano e teve papel central no crescimento de 1,1% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O desempenho do setor reforça sua importância para a atividade econômica nacional, especialmente em um período de expansão mais moderada.

Em valores correntes, o PIB do Brasil somou R$ 3,3 trilhões no trimestre. Na comparação com o mesmo período do ano passado, a alta foi de 1,8%, enquanto no acumulado de quatro trimestres o crescimento chegou a 2%. O resultado indica uma economia em trajetória positiva, ainda que com desempenho desigual entre os setores produtivos.

Agropecuária se destaca com avanço de produtividade e produção

O principal destaque do trimestre foi a agropecuária, que cresceu 2% e liderou a expansão entre os grandes setores. O resultado foi impulsionado por condições climáticas mais favoráveis, aumento da produtividade e expansão da área plantada, com forte influência do cultivo de soja, que segue como um dos pilares do campo brasileiro.

A indústria também registrou crescimento de 1%, com contribuição relevante das atividades de extração mineral e da construção civil. Já o setor de serviços, responsável pela maior parte da economia, teve alta mais modesta de 0,5%, mas continua sendo essencial para sustentar o nível geral de atividade no país.

Consumo e investimentos ajudam a sustentar a atividade econômica

Pelo lado da demanda, o consumo das famílias cresceu 1% no trimestre, enquanto a formação bruta de capital fixo, que representa os investimentos, avançou 3,5%, indicando maior dinamismo na economia interna. Esses fatores ajudam a compensar a fraqueza do setor externo no período.

As exportações recuaram 1,7%, enquanto as importações subiram 4,4%, pressionando negativamente parte do resultado final do PIB. Ainda assim, o desempenho geral reforça o papel da agropecuária como motor do crescimento recente, em um cenário de expansão gradual e ainda desigual entre os setores da economia.



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