“É desafiador, mas estou otimista”, diz juíza sobre fake news e IA


A coordenadora do Gabinete de Gestão Integrada (GGI) do TRE-MT, juíza Edna Coutinho, afirmou que a disseminação de fake news e o avanço da inteligência artificial estão entre os principais desafios para as eleições de 2026 em Mato Grosso.

 

Estou muito otimista que esse projeto vai ser realizado com muita segurança

“São fatos novos que a sociedade está encarando aos poucos. Lógico, é desafiador, todo ano é desafiador, mas estou muito otimista que esse projeto vai ser realizado com muita segurança”, declarou a juíza durante a instalação do GGI 2026 nesta terça-feira (26).

 

Segundo ela, os próximos encontros do GGI serão voltados à definição de estratégias específicas para cada situação de risco, reunindo setores de inteligência, polícias e órgãos parceiros.

 

O GGI reúne representantes da Justiça Eleitoral, Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Exército, Marinha, Corpo de Bombeiros e concessionárias de serviços públicos.

 

O grupo ficará responsável pela coordenação logística e estratégica das eleições, incluindo ações preventivas contra compra de votos, boca de urna, ataques cibernéticos e disseminação de desinformação.

 

Edna explicou que o TRE pretende integrar sistemas próprios de monitoramento ao programa Vigia Mais, utilizando câmeras, inteligência e até drones para agilizar a resposta às denúncias eleitorais.

 

Segundo ela, a intenção é criar um fluxo de atuação rápida para casos registrados pelo aplicativo Pardal ou pelo 190.

 

“O [período] eleitoral é muito rápido, muito célere, e a resposta tem que ser ali na hora”, afirmou.

 

Facções no pleito

 

A magistrada também comentou sobre o risco de influência de facções criminosas no processo eleitoral.

 

Juíza criminal há 15 anos, ela disse que o problema não é recente, mas garantiu que qualquer denúncia envolvendo interferência no pleito será encaminhada aos órgãos competentes de inteligência e investigação.

 

“O GGI vai tratar apenas relacionado ao pleito, à segurança, à influência”, pontuou.

 

Segundo a coordenadora, o gabinete não terá função de julgamento, cabendo ao TRE analisar representações relacionadas à propaganda eleitoral e candidaturas.

 

Já o grupo integrado ficará responsável pela articulação entre os órgãos de segurança e pelo planejamento das respostas operacionais durante o período eleitoral.

 

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