Piauí – Lucila Meireles Costa, 42, suspeita de atuar como falsa advogada em um esquema ligado ao Comando Vermelho (CV), morreu na sexta-feira (22), em Teresina. Segundo a Secretaria de Estado da Justiça do Piauí (Sejus-PI), ela passou mal dentro da Penitenciária Feminina, foi encaminhada para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e não resistiu.
Em nota, a Sejus informou que Lucila estava internada desde o dia 19 de maio na UPA do bairro Promorar, na Zona Sul da capital. De acordo com o Instituto Médico Legal (IML), a causa da morte está relacionada a problemas de saúde, incluindo diabetes descompensada, além de complicações metabólicas e respiratórias.
Conforme reportagem do portal Radar Amazônico, análises de relatórios médicos e documentos encaminhados pela Penitenciária Feminina Gardênia Gomes Lima Amorim apontam que Lucila sofria de hipertensão arterial e diabetes, mas apresentou agravamento no quadro de saúde mental durante o período em que esteve presa.
Segundo a publicação do Radar, com base em relatórios da unidade prisional, a interna passou a apresentar sintomas psiquiátricos severos, incluindo alucinações auditivas e visuais, delírios e episódios de confusão mental. Ela também relatava acreditar que estaria sendo envenenada dentro da penitenciária e afirmava que outras detentas tentavam matá-la.
O núcleo político investigado na operação “Erga Omnes”, deflagrada em fevereiro deste ano em Manaus, era responsável por captar recursos junto a traficantes, organizar o dinheiro para a compra de drogas na Colômbia e realizar a lavagem do dinheiro por meio de uma empresa de logística. As drogas compradas eram distribuídas na capital e em outros municípios do Amazonas.
Conforme a polícia, relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificaram um volume de R$ 70 milhões em movimentações financeiras consideradas suspeitas ao longo de quatro anos de apuração. Segundo a polícia, parte dessas transações envolvia agentes públicos de diferentes esferas que teriam colaborado com a organização criminosa, fornecendo informações sigilosas, oferecendo suporte e facilitando a atuação do grupo dentro da administração pública.
