Manaus – Um vídeo publicado nas redes sociais pela professora Cristiane Balieri reacendeu uma antiga curiosidade entre os amazonenses: afinal, quem nasce no Amazonas é “amazonense” ou “baré”?

(Foto: Imagem criada por IA)
Na gravação, que ganhou repercussão entre internautas, a educadora explica que os dois termos podem ser utilizados, mas possuem origens e significados diferentes.
Segundo ela, “amazonense” é o gentílico oficial de quem nasce no estado do Amazonas. Já “baré” carrega um valor histórico, cultural e identitário ligado aos povos indígenas da região.
A professora explica que o termo faz referência à etnia Baré, um dos povos originários que habitavam principalmente a região do Alto Rio Negro antes da colonização europeia. De acordo com Cristiane, os Baré pertencem ao tronco linguístico Aruak e tiveram papel importante nos primeiros contatos com os colonizadores.
“Baré” teria surgido a partir da forma como esses indígenas eram vistos durante o período colonial, já que foram um dos primeiros grupos da região a aprender a negociar e dialogar com os europeus.
No vídeo, a educadora também destaca que o uso de dois gentílicos para um mesmo local não é algo raro no Brasil. Ela cita como exemplo os nascidos no Espírito Santo, chamados de “espírito-santense” ou “capixaba”, e os naturais do Rio Grande do Norte, conhecidos como “potiguar”.
A explicação gerou identificação entre moradores do Amazonas, principalmente nas redes sociais, onde muitos afirmaram utilizar “baré” como expressão de orgulho regional e valorização das raízes indígenas da Amazônia.
Além do significado linguístico, o termo passou a representar, ao longo dos anos, um símbolo cultural fortemente associado à identidade amazonense.
Veja vídeo (Reprodução /@cristianebalieiroo)