Prévia divulgada pelo IBGE mostra desaceleração do índice, mas preços da batata, tomate, leite e energia elétrica continuaram subindo
A prévia da inflação no Brasil desacelerou em maio, mas os alimentos e a conta de energia elétrica continuaram pressionando o orçamento das famílias. É o que mostram os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) ficou em 0,62% no mês, abaixo do resultado registrado em abril, quando a taxa foi de 0,89%.
Mesmo com a desaceleração, o índice acumula alta de 3,02% em 2026. No acumulado dos últimos 12 meses, a inflação chegou a 4,64%, acima dos 4,37% observados no período anterior.
Alimentação
Entre os grupos pesquisados, Alimentação e Bebidas teve o maior impacto sobre o resultado geral, com avanço de 1,38%. Produtos básicos consumidos diariamente ficaram mais caros, como a batata-inglesa, que subiu 26,29%, o tomate, com alta de 12,97%, e o leite longa vida, que avançou 6,07%. As carnes também ficaram mais caras, com aumento de 1,98%.
Por outro lado, alguns itens apresentaram redução de preços, como a maçã (-2,32%) e o café moído (-2,09%), ajudando a conter uma pressão ainda maior nos supermercados.
A alimentação fora de casa também teve aumento, mas em ritmo menor do que no mês anterior. As refeições em restaurantes subiram 0,57%, enquanto os lanches tiveram alta de 0,37%.
Habitação
Outro destaque foi o grupo Habitação, que avançou 1,03%. A principal influência veio da energia elétrica residencial, que ficou 2,16% mais cara em maio. Segundo o IBGE, o aumento está ligado à adoção da bandeira tarifária amarela, que acrescenta cobrança extra nas contas de luz.
Transportes
Na contramão, o setor de Transportes registrou queda de 0,33%, sendo o único grupo com resultado negativo. O recuo foi puxado pela redução no preço dos combustíveis. O etanol caiu 2,73%, a gasolina teve redução de 1,32% e o óleo diesel ficou 2,04% mais barato.
Apesar da queda nos combustíveis, as passagens aéreas voltaram a subir e registraram aumento de 3,25% após forte queda em abril.
Saúde
Já o grupo Saúde e Cuidados Pessoais apresentou alta de 1,05%, influenciado principalmente pelo reajuste nos medicamentos e pelo aumento nos produtos de higiene pessoal.
O levantamento do IBGE considera famílias com renda entre um e 40 salários mínimos. A coleta de preços foi realizada entre os dias 16 de abril e 15 de maio nas regiões metropolitanas de Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia.