Pressão popular faz deputados de Rondônia recuarem, mas parlamentares ainda mantêm posição contra PEC do fim da escala 6×1


Após repercussão negativa, três parlamentares retiraram apoio ao movimento contra a proposta defendida por Erika Hilton. Coronel Chrisóstomo (PL) e Thiago Flores (União Brasil) seguem entre os deputados que resistem ao avanço da PEC que propõe mudanças na jornada de trabalho 6×1.

Três dos cinco deputados federais de Rondônia que haviam aderido ao movimento contrário à PEC do fim da escala 6×1 desistiram de apoiar a retirada de assinaturas da proposta após repercussão negativa e pressão popular nas redes sociais. Até a última atualização divulgada pela deputada federal Erika Hilton, apenas Coronel Chrisóstomo e Thiago Flores permaneciam favoráveis ao movimento contrário à PEC.

A informação foi divulgada pela própria Erika Hilton, autora da proposta, que afirmou que a verificação dos requerimentos ocorreu na manhã do domingo (24) por meio da página oficial dos anexos da EMC 1 da PEC 221/2019.

Inicialmente, os deputados federais Lúcio Mosquini (PL), Coronel Chrisóstomo (PL), Fernando Máximo (PL), Thiago Flores (União Brasil) e Rafael Fera (Podemos) haviam manifestado apoio à articulação contrária à proposta que discute mudanças na jornada de trabalho 6×1. Os parlamentares se juntaram a outros 176 deputados na mobilização que tenta barrar alterações no atual modelo de escala trabalhista.

Após a repercussão negativa do caso, três parlamentares rondonienses recuaram da decisão. Até a última atualização divulgada pela deputada federal Erika Hilton, apenas Coronel Chrisóstomo e Thiago Flores permaneciam entre os nomes ligados ao movimento contrário à PEC. Na página oficial do Instagram, Erika Hilton escreveu: “Caso seu deputado afirme nas redes sociais ter retirado a assinatura, mas continue aparecendo na lista, não consta requerimento de retirada de assinatura em nome do deputado”.

Em todo o país, dos 176 deputados que inicialmente apoiaram a articulação contra o fim da escala 6×1, ao menos 40 já haviam desistido da posição até a manhã desta sexta-feira. O movimento de recuo é interpretado como reflexo direto da pressão popular, da reação das bases eleitorais e da repercussão negativa enfrentada pelos parlamentares nas redes sociais e em seus estados.

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