Macapaenses não concordam com alteração no nome do Teatro das Bacabeiras – Diário do Amapá


 

A pesquisa foi realizada pelo Instituto Mentor Pesquisas, uma instituição com mais de duas décadas de atuação no mercado nacional, fundada em 2002.

 

O estudo utilizou a metodologia de Recrutamento Digital Aleatório, o RDR. Os pesquisadores captaram organicamente, por meio da internet, as respostas voluntárias e autônomas de 873 moradores de Macapá, com 18 anos ou mais, entre os dias 20 e 23 de maio.

 

A amostra seguiu rigorosamente a proporcionalidade de gênero, idade e escolaridade do Censo 2022 do IBGE e do Tribunal Superior Eleitoral. A margem de erro máxima é de 3,4 pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro de um nível de confiança de 95%.

 

O resultado aponta para um posicionamento contundente. Quando questionados sobre a possibilidade de alterar o nome do Teatro das Bacabeiras, a imensa maioria se declarou contrária. São 86,3% dos entrevistados que rejeitam a mudança. Os favoráveis somam apenas 10,8%. Os indiferentes são 0,7%, e os que não souberam opinar registram 2,3%.

 

Entre as mulheres, a rejeição ao novo nome é ainda mais alta, alcançando 88,9%. A discussão ganhou corpo após projeto de lei propor o acréscimo do nome do teatrólogo Amadeu Lobato ao tradicional espaço cultural. A pesquisa avaliou a notoriedade do artista: 52,3% dos macapaenses afirmam conhecer ou saber quem foi Amadeu Lobato, enquanto 47,7% desconhecem a sua trajetória.

 

A população, contudo, não rejeita a homenagem ao artista, mas prefere que ela ocorra em outro formato. Para 24,7% dos ouvidos, a melhor opção seria dar o nome de Amadeu Lobato ao Anfiteatro da Fortaleza de São José. Outros 19,5% defendem a instalação de um busto do teatrólogo no próprio hall do Teatro das Bacabeiras , e 15% sugerem a criação de um festival de teatro com o nome dele.

 

Diante do projeto de lei aprovado pelo Legislativo, a cobrança agora recai sobre o Poder Executivo. Nada menos que 75,7% dos entrevistados afirmam que o governador do estado deve vetar o projeto, impedindo a alteração. Apenas 12% acreditam que a proposta deve ser sancionada, e 7% defendem que a decisão final seja devolvida para a Assembleia Legislativa.

 

O sentimento de preservação da identidade local fica ainda mais claro na última questão do Instituto Mentor. Uma esmagadora maioria de 87,5% dos cidadãos se posicionou contra qualquer mudança de nome de patrimônios públicos sem que haja uma consulta prévia à população.

 

Os números evidenciam o forte vínculo da comunidade com a sua memória cultural e o desejo de participação direta nas decisões sobre os símbolos que definem a identidade do Amapá.

 



Deixe seu comentário


Publicidade





VER NA FONTE