Estamos vivendo um grande estresse global ligado ao uso intensivo das telas. Nunca passamos tanto tempo olhando para dispositivos quanto hoje, e isso tem reflexos importantes na saúde como um todo, especialmente para quem está no mercado de trabalho.
O tempo médio diário de tela entre adultos chega a 7 horas e 4 minutos, um crescimento de cerca de 30% desde antes da pandemia. Muitos profissionais ultrapassam facilmente as 9 ou 10 horas diárias quando somamos trabalho, deslocamento, redes sociais e entretenimento.
Estudos recentes mostram que esse uso elevado está associado a diversos desafios de saúde. Um artigo publicado em 2026 na revista “Humanities and Social Sciences Communications” apontou que o tempo prolongado em telas aumenta o risco de ansiedade, depressão, dificuldade de concentração e problemas de sono em adultos. A Organização Mundial da Saúde também observou o crescimento do uso problemático de redes sociais e plataformas digitais entre a população economicamente ativa.
A Geração Z e os Millennials, que hoje compõem a maior parte da força de trabalho, relatam altos níveis de estresse. Segundo a Deloitte Global 2025 Gen Z and Millennial Survey, 40% desses jovens dizem sentir estresse ou ansiedade na maior parte do tempo, e quase metade avalia sua saúde mental como regular ou ruim.
Vários elementos contribuem para esse quadro. O scrolling contínuo mantém o cérebro em um ciclo constante de estímulos. A comparação social nas redes pode influenciar o humor e a autoestima. Notificações frequentes interrompem a…
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