Marina resgata memórias ao rever filho de ex-chefe que segurou no colo

A ministra e deputada federal Marina Silva protagonizou um momento de forte carga emotiva nos corredores da Câmara dos Deputados, em Brasília, ao reencontrar um personagem que remonta às suas origens no Acre. Em registro publicado em suas redes sociais, a política acreana documentou o encontro com Geison Morais, filho de seus primeiros patrões na época em que ela migrou da zona rural para a área urbana de Rio Branco.

O reencontro casual no parlamento serviu de gancho para Marina resgatar memórias de sua juventude e do processo de alfabetização. “O tempo voa, né? E a gente percebe isso quando reencontra, adulto, alguém que um dia segurou no colo”, escreveu a ministra na legenda da publicação, destacando que os anos passam, mas os sentimentos de gratidão e afeto pela família que a acolheu permanecem intactos.

Aulas de matemática na hora do almoço

No vídeo compartilhado, Marina Silva detalha a dinâmica da rotina que mantinha na residência de Dona Terezinha e do professor Dagmar (conhecido como Seu Juca). A ministra relembrou que havia acabado de concluir o Movimento Brasileiro de Alfabetização (Mobral) por meio da educação integrada e, embora dominasse as quatro operações básicas da matemática, enfrentava dificuldades para compreender conceitos mais complexos.

“O Seu Juca, na hora do almoço, antes de eu lavar os pratos, ele me ensinava raiz quadrada porque ele era professor”, relatou Marina, visivelmente emocionada ao abraçar Geison, a quem conheceu quando ainda era um bebê de colo.

A ministra enfatizou o perfil educador da família hospedeira, pontuando que tanto o Seu Juca quanto a Dona Terezinha que havia migrado do interior, possivelmente do município de Sena Madureira e o sogro dela exerciam o magistério.

Acolhimento antes do ingresso no convento

O período de emprego doméstico na casa dos professores representou um marco de transição na biografia de Marina Silva. A hospitalidade da família ocorreu no intervalo exato entre a sua saída definitiva do seringal e o momento em que a jovem acreana conseguiu obter uma vaga de acolhimento e estudos no convento das Freiras Servas de Maria, na capital do Acre.

O conteúdo, que acumulou milhares de interações e comentários de conterrâneos e apoiadores, foi classificado por Marina como uma das “delicadezas da vida” que humanizam a atividade cotidiana no Congresso Nacional.

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