Ebola coloca dez países africanos em alto risco


O avanço dos surtos de ebola na República Democrática do Congo (RDC) e em Uganda colocou dez países africanos em situação de alto risco, segundo avaliação divulgada pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças da África (CDC Africa).

O alerta foi feito pelo presidente da entidade, Jean Kaseya, durante entrevista coletiva em que destacou a preocupação com a rápida disseminação da doença em regiões de intensa circulação de pessoas e mercadorias.

De acordo com o CDC Africa, os países classificados em nível elevado de risco são:

Sudão do Sul, Ruanda, Quênia, Zâmbia, República Centro-Africana, Tanzânia, Etiópia, Angola, Congo e Burundi.

Segundo Jean Kaseya, fatores como a proximidade geográfica com áreas afetadas pelo ebola, além da existência de rotas comerciais e fronteiras com baixo controle sanitário, aumentam significativamente o risco de transmissão internacional da doença.

A entidade informou ainda que os demais países africanos permanecem sob monitoramento devido à possibilidade de casos importados. O CDC Africa não descarta mudanças na classificação caso os surtos avancem nas próximas semanas.

A preocupação internacional aumentou após a Organização Mundial da Saúde (OMS) elevar de “alto” para “muito alto” o risco do surto registrado na República Democrática do Congo.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que a situação no Congo está se agravando rapidamente. Segundo dados atualizados da entidade, já foram confirmados 82 casos de ebola no país, além de sete mortes oficiais.

Apesar disso, a OMS admite que a dimensão real da epidemia pode ser muito maior. Atualmente, existem quase 750 casos suspeitos e cerca de 177 mortes suspeitas sob investigação na RDC.

Em Uganda, o cenário também preocupa autoridades sanitárias. O Ministério da Saúde ugandense confirmou neste sábado mais três novos casos da doença, incluindo um profissional de saúde, um motorista e uma mulher congolesa que havia visitado a província de Ituri, no Congo.

Com a atualização, Uganda soma agora cinco casos confirmados de ebola, segundo a OMS.

Tedros afirmou que este é um momento crítico para impedir a expansão do vírus na região e reforçou a necessidade de vigilância máxima nas fronteiras e nos sistemas de saúde locais.

O ebola é uma doença viral grave, altamente letal, transmitida principalmente pelo contato direto com sangue, secreções e fluidos corporais de pessoas infectadas. Em surtos anteriores, a doença já provocou milhares de mortes em países africanos.

Especialistas alertam que conflitos armados, deslocamentos populacionais, fragilidade dos sistemas de saúde e dificuldades de monitoramento em regiões de fronteira podem dificultar o controle da atual epidemia.

O continente africano já enfrentou grandes crises sanitárias relacionadas ao ebola nas últimas décadas, incluindo o surto de 2014, considerado o mais mortal da história da doença.

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