Comunidades indígenas ficam isoladas após ponte ser arrastada por chuvas em Bonfim


Fortes chuvas que atingem o estado de Roraima nos últimos dias provocaram o rompimento de uma ponte de madeira que dava acesso ao polo Jacamim, na região do Takutu, no município de Bonfim. A estrutura, considerada a única via de ligação para diversas comunidades indígenas, foi levada pela força da água, deixando moradores completamente isolados.

Confira o vídeo:

De acordo com informações da rede de comunicadores indígenas Wakiwaa, as comunidades Jacamim, Marupá, Ponto 5, Wapum e Água Boa estão, neste momento, sem qualquer acesso terrestre. Lideranças locais, os tuxauas, fazem um apelo urgente por ajuda às autoridades. “A ponte caiu e ficamos sem acesso”, relatam, destacando a dificuldade de locomoção, abastecimento e atendimento emergencial.

Diante da situação, o Governo do Estado informou que enviou, neste sábado (23), uma equipe da Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil para apoiar as ações no município. Ao todo, dois bombeiros militares e dois brigadistas foram deslocados para atuar em conjunto com a equipe da Defesa Civil municipal, somando pelo menos oito profissionais envolvidos nas operações emergenciais.

As equipes trabalham na realização de baldeação em dois trechos afetados pelo rompimento das pontes, permitindo a travessia controlada de pessoas e mantimentos. Além disso, técnicos realizam uma avaliação detalhada da área para definir novas medidas de apoio.

A Secretaria de Infraestrutura de Roraima também enviou uma equipe técnica à comunidade para vistoriar os danos. Segundo os profissionais, a ponte destruída é antiga, e já foi iniciado o levantamento necessário para elaboração de um projeto de reconstrução. A previsão é de que a nova estrutura tenha cerca de 50 metros de extensão.

Equipe da Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil de Roraima

O orçamento da obra deve começar na próxima segunda-feira (25), e a execução ainda depende de análise técnica quanto à viabilidade de construção durante o período chuvoso. Caso sejam necessárias fundações mais complexas, os trabalhos poderão ser adiados para após o inverno amazônico.

Enquanto isso, a Defesa Civil orienta a população a evitar travessias em rios sem acompanhamento e a não trafegar em estradas vicinais afetadas pelas chuvas, devido ao risco de novos alagamentos e acidentes.

A situação segue sendo monitorada, mas o isolamento das comunidades evidencia a vulnerabilidade da infraestrutura na região e reforça a urgência de medidas estruturais permanentes.



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