Operação Mute combate comunicações ilícitas em presídios de todo o país – Diário do Amapá


 

Douglas Lima
Editor

 

Coordenada pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), a Operação Mute é uma força-tarefa que mobiliza as polícias penais estaduais com apoio de policiais penais federais. A estratégia utiliza tecnologia e inteligência para retirar aparelhos eletrônicos dos sistemas prisionais, com o objetivo de enfraquecer organizações criminosas que atuam dentro e fora das prisões.

 

O Amapá integra a mobilização desde a primeira fase, realizada em 2023. Segundo o diretor do Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen), delegado Luiz Carlos, cortar a comunicação dos detentos com o mundo externo é crucial para desarticular os grupos criminosos, que utilizam os celulares para se comunicar e articular delitos.

 

 

Contudo, o diretor do Iapen ressalta que o investimento tecnológico, de forma isolada, não é suficiente. Ele aponta que o complexo penitenciário que ele dirige fica ao lado de uma antena de transmissão de telefonia, o que fragiliza a eficácia dos bloqueadores de sinal.

 

Para enfrentar o problema, Luiz Carlos afirma que outros métodos estão sendo empregados para impedir o acesso dos apenados aos aparelhos. “Com a lei anti-facção, a ideia é levar as lideranças para cumprir o início de pena no sistema federal; a ideia é criar unidades de segurança máxima nos estados”, disse o diretor, em entrevista ao programa ‘Togas e Becas’ (Diário FM 90,9) deste sábado, 23.

 

 

O delegado informou ainda que já indicou à Secretaria Nacional de Segurança Pública dois presídios no Amapá para receberem investimentos específicos contra a comunicação externa do crime organizado. “Vamos aguardar que os equipamentos cheguem para darmos mais esse passo”, afirmou.

 

Como saldo das atividades preventivas no Iapen, Luiz Carlos destaca o impacto positivo na segurança pública. Ele reforça que, além da tecnologia, o trabalho técnico dos servidores do complexo penitenciário continua sendo o método mais eficaz para impedir a entrada de ilícitos.

 

 



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