Petróleo fecha em queda e dólar ronda R$ 5 após sinais de cessar-fogo no Oriente Médio



Os preços do petróleo fecharam em queda e o dólar perdeu força nesta quinta-feira (21), após o mercado reagir a sinais de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã para um possível cessar-fogo no Oriente Médio. A expectativa de um acordo envolvendo a retomada da navegação no Estreito de Ormuz reduziu a tensão internacional e melhorou o apetite dos investidores por ativos de risco.

O barril do petróleo Brent, referência internacional e parâmetro para a Petrobras, caiu 2,32%, encerrando o dia cotado a US$ 102,58. Já o WTI, negociado em Nova York, recuou 1,94%, fechando a US$ 96,35.

O movimento ocorreu após relatos de que Washington e Teerã teriam chegado a uma versão preliminar de acordo mediado pelo Paquistão. Segundo informações divulgadas pela emissora Al Arabiya, o entendimento prevê cessar-fogo imediato e garantia de livre circulação no Estreito de Ormuz e no Golfo Pérsico.

Em troca, o Irã teria suspensão gradual das sanções impostas pelos Estados Unidos.

Detalhes do Acordo Preliminar

Ao longo do dia, o mercado acompanhou informações contraditórias sobre as negociações. Pela manhã, surgiram relatos de que o líder supremo iraniano, o aiatolá Mojtaba Khamenei, teria proibido a retirada de urânio enriquecido do país, contrariando uma das exigências americanas para encerrar a guerra. Posteriormente, autoridades iranianas negaram a informação.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que os estoques de urânio enriquecido serão entregues aos americanos.

Cenário Econômico

Apesar do alívio momentâneo nos mercados, o diretor-executivo da Agência Internacional de Energia, Fatih Birol, alertou que o mercado global de petróleo ainda enfrenta riscos diante da queda dos estoques mundiais e das incertezas envolvendo o fluxo de exportações na região.

O mercado também seguiu atento aos juros nos Estados Unidos e aos impactos do conflito sobre a inflação global. Relatório do BTG Pactual apontou que o real segue entre as moedas emergentes com melhor desempenho em 2026, embora continue sensível às oscilações do cenário internacional e ao humor dos investidores.



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