Um caramujo que pode estar presente no quintal de casas e terrenos baldios é capaz de transmitir uma forma de meningite que afeta o sistema nervoso. O alerta foi divulgado pelo Ministério Público do Acre (MPAC) em uma publicação nas redes sociais, que chama a atenção da população para os riscos associados ao contato com o caramujo-africano.
Segundo a postagem, o caramujo-africano pode carregar parasitas capazes de contaminar pessoas e provocar uma infecção grave. Entre os sintomas que merecem atenção estão febre, dor de cabeça intensa, vômitos e rigidez no pescoço.
O alerta destaca que a transmissão pode ocorrer por meio do contato com o animal ou com alimentos contaminados por ele. Por isso, a recomendação é evitar o manuseio direto do caramujo e adotar medidas de proteção caso seja necessário recolhê-lo.
Prevenção
O caramujo-africano costuma se desenvolver em ambientes úmidos e com acúmulo de sujeira. Diante disso, a orientação é manter quintais, jardins e áreas externas limpos e organizados, reduzindo as condições favoráveis para a presença do animal.
Além disso, é importante utilizar equipamentos de proteção, como luvas, durante o recolhimento do molusco, evitando o contato direto com a pele.
Como comunicar a presença do animal
O Ministério Público orienta que moradores que identificarem o caramujo-africano em suas residências ou terrenos entrem em contato com a Vigilância em Saúde do município pelo telefone (68) 3213-2516.
A medida busca auxiliar no controle da espécie e na prevenção de doenças associadas ao animal.