Governo reforça importância do pré-natal e profissionais do Hospital Mãe Luzia alertam para riscos na gestação – Diário do Amapá


 

A realização do pré-natal é fundamental para garantir uma gestação saudável e segura. Profissionais do Hospital da Mulher Mãe Luzia (HMML), em Macapá, alertam que a falta de acompanhamento médico e multiprofissional durante a gravidez aumenta os riscos de complicações que podem comprometer a saúde da mãe e do bebê.

 

Durante o pré-natal, são realizados exames laboratoriais, avaliações clínicas e o monitoramento do desenvolvimento fetal. O procedimento permite identificar precocemente doenças como:

  • Hipertensão arterial;
  • Diabetes gestacional;
  • Infecções e anemia;
  • Alterações no crescimento do bebê.

 

 

O acompanhamento contínuo também contribui diretamente para reduzir os casos de parto prematuro, sofrimento fetal e a mortalidade materna e neonatal.

 

A médica ginecologista e obstetra Cybelly Lima destaca que o acompanhamento é indispensável desde os primeiros meses da gravidez, permitindo identificar riscos e garantir mais segurança durante todo o período gestacional.

 

“A partir do momento em que a mulher descobre a gestação, o acompanhamento pré-natal se torna essencial, porque é durante esse processo que conseguimos identificar os riscos que ela pode desenvolver ao longo da gravidez. Quando conhecemos o histórico e as condições dessa paciente, conseguimos conduzir melhor possíveis comorbidades e preparar essa gestante para um parto mais seguro”, pontuou a médica.

 

A especialista reforça ainda o papel da unidade como referência na rede pública do Amapá.

 

“Como maternidade de referência do estado, vivenciamos muitos casos de falta de assistência no pré-natal, e as consequências podem ser graves, chegando até ao óbito materno. Além disso, o acompanhamento permite identificar possíveis anomalias congênitas, síndromes hipertensivas e infecções, que ainda apresentam índices elevados. O pré-natal é fundamental para reduzir riscos e garantir mais segurança para mãe e bebê”, detalhou Cybelly.

 

Com 27 anos de experiência na assistência materna, o enfermeiro obstetra Ronaldo Sarges reforça que o pré-natal também auxilia as equipes de saúde no momento do parto, oferecendo informações cruciais sobre a evolução da gestação.

 

“Sem o pré-natal, no momento do parto, o profissional não terá todas as informações necessárias para avaliar se essa gestação evoluiu de forma segura. O ideal é que a gestante inicie esse acolhimento entre a 7ª e a 12ª semana de gestação, realizando exames laboratoriais e avaliações periódicas. A partir disso, conseguimos identificar possíveis riscos e acompanhar melhor a saúde da mãe e do bebê”, explicou o enfermeiro.

 

Além dos cuidados clínicos, os profissionais reforçam que o pré-natal também é um espaço de acolhimento e orientação às futuras mães. Durante as consultas, as gestantes recebem informações sobre alimentação saudável, esquema vacinal, amamentação, sinais de alerta e a preparação para o momento do parto.

 

A orientação dos especialistas é que as mulheres procurem a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima assim que descobrirem a gravidez, garantindo o acesso imediato aos exames, vacinas e o acompanhamento adequado.

 

 



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