Cine Beira-Rio leva exibições gratuitas ao Panorama e Seis de Agosto neste fim de semana


O cinema acreano e as águas do Rio Acre voltam a se encontrar neste fim de semana em mais uma rodada de exibições do projeto itinerante Cine Beira-Rio. Coordenada pela associação Ciranda – Cultura e Meio Ambiente, a iniciativa segue sua jornada levando a magia das telonas e a conscientização socioambiental a comunidades ribeirinhas e bairros periféricos de Rio Branco, com uma programação totalmente gratuita nesta sexta-feira, 22, e sábado, 23.

As sessões começam sempre a partir das 17h30, aproveitando o entardecer amazônico para transformar a beira do rio em uma grande sala de cinema ao ar livre.

Programação e Percurso

  • Sexta-feira (22 de maio) | Comunidade do Panorama: O ponto de encontro será na Casa do Senhor Bandeira. A equipe desembarca com a estrutura para garantir uma noite de lazer e reflexão para as famílias locais, a partir das 17h30.

  • Sábado (23 de maio) | Bairro Seis de Agosto: Atendendo a pedidos, o projeto retorna ao Porto da Catraia, na Casa do Antônio (catraieiro), a partir das 17h30. O local, que foi o palco de estreia do Cine Beira-Rio, cativou tanto a comunidade que os moradores pediram “bis” para rever as produções e reunir a vizinhança novamente.

Cinema, Memória e Identidade

Para garantir a experiência completa, a equipe do projeto monta uma estrutura com cadeiras, projetor, sistema de som e distribuição gratuita de pipoca. Com cerca de 1h30 de duração, a mostra exibe curtas e documentários que dialogam diretamente com a realidade, a memória e o cotidiano da nossa gente, colocando o próprio Rio Acre como protagonista.

A curadoria deste fim de semana conta com uma seleção diversificada de produções regionais:

  • Para o público infantil: As animações “Sementes”, de Isabelle Amsterdam, e “Clarinha e o Boto”, do cartunista e escritor Enilson Amorim.

  • Documentários e Memória: As obras “Mercado de Histórias” e “Ponte de Memórias”, dirigidas por Alcinethe Damasceno, que resgatam a ancestralidade e as vivências urbanas e ribeirinhas ligadas às águas.

  • Regionalismo e Ficção: Fechando a mostra, serão exibidos os filmes “O Profeta do Acre”, de Fabiana Júlia, e “As Princesas das Limeiras e o triste Zé Bedeu”, de Silvio Margarido.

Cultura e meio ambiente de mãos dadas

Financiado com o apoio do Fundo Estadual de Cultura, o Cine Beira-Rio vai além das telas. Ao utilizar o tradicional batelão para navegar e a Rádio da Alegria para interagir com os moradores, o projeto une a difusão do cinema acreano a ações de educação ambiental, como o plantio de mudas nativas nas margens do rio, reforçando o cuidado com o ecossistema local.

A força por trás do projeto

A coordenação está nas mãos de Alcinethe Damasceno, diretora e roteirista com mais de 30 anos de experiência em projetos sociais. Inovadora, Alcinethe instalou no batelão a “Rádio da Alegria”, um sistema de alto-falantes que transmite músicas e convites pelas margens, preparando o clima para as exibições.

Para que essa força ganhe vida, a equipe reúne um mosaico de saberes essenciais que une o conhecimento tradicional dos trabalhadores do rio à dedicação da equipe técnica. O projeto tem coordenação geral da cineasta Alcinethe Damasceno e conta com a experiência de Antônio Viana, catraieiro veterano do porto da Seis de Agosto, e de José Carlos Mendes, o “Gordo”, que atua como liderança comunitária e articulador logístico. Soma-se a eles Djanira Soares, a Dona Deja — agricultora, feirante e personagem real que hoje ajuda a levar a arte aos seus pares —, além de um time de produção composto por Ana Lis, Tuã Victor, Soraya Montenegro, Rafael Dias, Milena e Maria Meirelles.



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