Flotilha registra 428 ativistas desaparecidos após ataques de Israel


A organização Global Sumud Flotilla (GSF) denunciou, nesta quarta-feira (20), o desaparecimento de pelo menos 428 ativistas de direitos humanos que participavam de uma missão humanitária na Palestina. Entre os desaparecidos estão quatro brasileiros: Beatriz Moreira (Movimento de Atingidos por Barragens), a advogada e coordenadora da GSF no Brasil, Ariadne Teles, a desenvolvedora de software Thainara Rogério que também possui cidadania espanhola e o médico pediatra Cássio Pelegrini.

Segundo lideranças da GSF, os ativistas foram interceptados por autoridades israelenses e mantidos incomunicáveis. Até o momento, não há informações oficiais sobre o paradeiro ou o estado de saúde dos detidos, e o acesso a advogados e assistência consular tem sido negado pelo Estado de Israel, gerando preocupações sobre possíveis violações de direitos humanos, incluindo tortura e violência sexual durante a custódia.

Situação diplomática

A Embaixada do Brasil em Tel Aviv informou que a previsão é de que os ativistas sejam transportados para o porto de Ashdod e, posteriormente, encaminhados ao centro de detenção de Ktzi’ot. A expectativa do governo brasileiro é de que as visitas consulares sejam autorizadas nesta quinta-feira (21), permitindo verificar as condições físicas dos cidadãos brasileiros.

Conflito e crise humanitária

O desaparecimento ocorre em um cenário de intensos conflitos na região. Dados da Organização das Nações Unidas (ONU), referentes ao período de 2008 até a última segunda-feira (18), contabilizam 7.455 palestinos mortos, contra 375 mortes de israelenses. A maioria das vítimas palestinas (4.421) era civil e residia em áreas como Gaza, Rafah e Khan Yunis, locais frequentemente atingidos por ataques aéreos.

A crise humanitária é agravada por números alarmantes de feridos, que ultrapassam 165 mil pessoas, com grande concentração na Cisjordânia. Além dos ferimentos por projéteis e explosões, a ONU registra que mais de 72 mil mortes teriam sido causadas pela inalação de gás lacrimogêneo, evidenciando a gravidade da situação enfrentada pela população civil no território palestino.

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