Dois PMs são presos por integrar núcleo financeiro de quadrilha de agiotagem


Manaus – Dois policiais militares do Amazonas, que não tiveram as identidades divulgadas, foram presos nesta quarta-feira (20) durante uma megaoperação da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM). Segundo o delegado Fernando Bezerra, em entrevista coletiva, os agentes eram peças-chave e respondiam diretamente pelo núcleo financeiro de uma organização criminosa envolvida em agiotagem violenta e lavagem de dinheiro.

(Foto: Rickardo marques – GDC)

De acordo com o Bruno fraga, da Delegacia Geral (DG), a operação, que mira dois grupos criminosos na capital, cumpriu 20 dos 26 mandados de prisão preventiva e 31 de busca domiciliar. A força-tarefa composta pela Polícia Civil, Polícia Militar e a Secretaria Executiva Adjunta de Operações (Seaop) também realizou o sequestro de 42 veículos, sete imóveis, o bloqueio de contas bancárias e a suspensão de sete empresas de fachada.

Conforme explicou o delegado Fernando Bezerra, do 20º Distrito Integrado de Polícia (DIP), as duas organizações criminosas são responsáveis por agiotagem, extorsões, homicídios, um aborto e lavagem de dinheiro.

(Foto: Rickardo marques – GDC)

“Conseguimos identificar toda a cadeia criminosa. Estão presas as lideranças, os cobradores, os que abastecem com insumos, através da logística de veículos e de armas e, também os que fazem cobranças com juros exorbitantes. Não se trata de simples empréstimos, se trata de empréstimos a juros abusivos. Temos caso de empréstimos de R$ 150 reais que evolui para R$ 45 mil em dívidas. Temos casos em que a dívida progrediu, em uma progressão que não se justifica de R$ 400 mil reais . Uma forma de cobrança, feita através de agressão e homicídio”, disse o delegado.

(Foto: Rickardo marques – GDC)

Conforme as investigações, uma das redes criminosas movimentou mais de R$ 24 milhões com empréstimos a juros abusivos. Os clientes que atrasavam os pagamentos eram submetidos a cobranças sob extrema violência, incluindo tortura, cárcere privado, sequestro e assassinatos.

Ainda de acordo com o delegado, uma mulher que não teve o nome divulgado, foi sequestrada durante um dos atos de cobrança. A mulher foi mantida em cárcere privado em um dos ‘QGs’ dessa organização por dez dias e, durante esse período há relatos nos autos que ela perdeu o bebê que esperava.

O esquema de lavagem de capitais ultrapassava as fronteiras do Amazonas, alcançando Roraima, Paraíba e Santa Catarina. Todos os detidos foram encaminhados à sede da Delegacia-Geral, no bairro Dom Pedro, enquanto a polícia aguarda a quebra do sigilo bancário para dimensionar o lucro do segundo grupo envolvido.





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