Rio de Janeiro – Dois dos oito menores suspeitos de participação no estupro coletivo de uma menina de 12 anos ainda são procurados no Rio de Janeiro. Seis envolvidos já foram apreendidos pela polícia e devem ficar internados provisoriamente. Já a vítima obteve uma medida protetiva na Justiça.
O crime aconteceu em Campo Grande, na zona oeste da cidade, no dia 22 de abril deste ano. A menina se relacionava com um dos garotos e acabou sendo atraída para a residência dele. No local, ela foi surpreendida pela chegada dos outros sete adolescentes.
A vítima foi submetida a violências física, psicológica e sexual. As cenas foram gravadas pelo grupo.
Mesmo ferida, a menina, por medo e vergonha, não contou o que havia acontecido para a família. Enquanto isso, os vídeos das agressões foram compartilhados em rede social e até vendidos por R$ 5 na escola.
A mãe só soube o que havia acontecido com a filha na semana passada, depois que as imagens se espalharam pela internet. Abalada, ela procurou a Deam (Delegacia de Atendimento à Mulher).
Na última sexta-feira (15), a Justiça autorizou a apreensão dos oito menores identificados pela Polícia Civil. Seis dele foram localizados no mesmo dia.
A delegada Fernanda Caterine, responsável pela investigação, disse que os suspeitos tentaram “menosprezar” a vítima, alegando que a menina teria consentido com os atos.
“O consentimento, ainda que existisse, seria inválido. Ela só tem 12 anos. Isso é estupro de vulnerável E, olhando as imagens, vemos que não tem consentimento. Ela foi espancada, humilhada e submetida a uma multidão de rapazes”, disse.
A delegada afirmou ainda que as pessoas que compartilharam os vídeos das agressões também serão responsabilizadas.
Este foi o 3º caso de estupro coletivo contra meninas no Rio em 2026. Quatro adultos e um adolescente envolvidos no crime em Copacabana, ocorrido em janeiro, já foram detidos. A polícia ainda busca dois dos sete suspeitos de participação em um crime, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense.
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