Combate à dengue avança e município zera óbitos pela doença em 2026


A Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), intensificou as ações de monitoramento contra o mosquito Aedes aegypti. Os dados da Vigilância Epidemiológica apontam que o município não registrou nenhum óbito pela doença de janeiro até maio de 2026. O avanço é atribuído às visitas domiciliares constantes dos agentes de endemias.

A Divisão de Entomologia da Semusa realizou o primeiro Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) de 2026. O resultado oficial constatou um índice de infestação predial de 1,9%. De acordo com o gerente da divisão, Ricardo Alves Melo, este percentual classifica a cidade em uma situação epidemiológica estável e segura.

Entre os principais focos identificados pelas equipes estão recipientes com acúmulo de água

Até o momento, a capital contabilizou 268 notificações relacionadas à enfermidade, com apenas 30 casos efetivamente confirmados. O número demonstra uma queda consolidada no contágio. Entre janeiro e abril de 2024, o município registrou 426 casos; no mesmo período de 2025, foram 114, caindo para 27 registros no primeiro quadrimestre de 2026.

As vistorias técnicas apontam que os principais criadouros estão localizados no interior dos quintais residenciais. Recipientes com acúmulo de água da chuva, lixo plástico abandonado, pneus velhos e tonéis descobertos lideram as estatísticas de risco. A Semusa reforça que o combate à dengue em Porto Velho depende diretamente da colaboração dos moradores.

A orientação técnica consiste em realizar inspeções semanais nas calhas, caixas d’água e reservatórios de água potável. O período de transição após o inverno amazônico exige atenção redobrada da população. Pequenos objetos, como tampas de garrafas e vasos de plantas, acumulam água suficiente para a reprodução do vetor.

A gerência de saúde alerta que, ao surgirem os primeiros sintomas, o cidadão deve procurar atendimento médico imediato. Febre alta, dor de cabeça intensa e dores no corpo são sinais de alerta importantes. Os profissionais advertem que a automedicação deve ser evitada para não mascarar quadros clínicos graves.

O diagnóstico rápido ajuda a diferenciar a dengue de outras arboviroses e doenças endêmicas que circulam na região Norte, como a chikungunya, a zika e a malária. O atendimento precoce nas Unidades Básicas de Saúde garante o suporte necessário e evita o agravamento dos pacientes assistidos.

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