Da terra onde se arranca o sustento, o lar camponês amazônico na sua economia de subsistência, continua lutando num cotidiano de incertezas e de uma instabilidade que não traz paz e nem sossego na incansável batalha contra a fome.
A guerra não cessa, e sem armistício, a bandeira não é branca, a bandeira continua sendo de luto numa secular questão agrária que aniquila cotidianamente os pobres da terra.
Fadado ao pé da cova, o lar camponês continua sendo vítima de um discurso populista e demagogo que prega o embuste ardiloso e traiçoeiro da politicagem, procurando manter-se no poder, e manter seus insuportáveis asseclas nos bastidores do falseamento, sempre subservientes à bazófia de gargalos e mazelas que continuam rasgando as páginas da constituição e ferindo profundamente a democracia e o exercício pleno de cidadania do povo brasileiro.
Nessa grima horrenda e hostilizante onde reina o ódio e o medo, é necessário manter a paz e sepultar a guerra. É preciso suprimir o que for tacanho e tácito nas mesas tecnocratas da país, é preciso eliminar a truculência e a xenofobia, e é preciso dizer com resistência e obstinação aos donos do poder que ainda estamos vivos. Sempre vivos!
