O jornalista e apresentador Sérgio Chapelin completou 85 anos nesta semana mantendo o estilo de vida reservado que adotou desde que se despediu da televisão. Um dos rostos mais conhecidos do telejornalismo brasileiro por sua atuação ao longo de décadas na TV Globo, o profissional optou por se afastar dos holofotes após encerrar formalmente sua carreira em 2019.
Morador do Rio de Janeiro, Chapelin dedica o cotidiano à convivência familiar e a atividades domésticas e de lazer individual, como caminhadas na orla marítima e o consumo de produções cinematográficas e séries. Em declarações pontuais dadas à imprensa nos últimos anos, o ex-apresentador manifestou apreço pelo anonimato conquistado na maturidade e comentou, em tom descontraído, que o uso de boné combinado à barba branca cultivada pós-aposentadoria funciona como um disfarce eficiente para circular em locais públicos sem atrair atenção.
Chapelin marcou a história dos meios de comunicação no país ao integrar a primeira bancada do Jornal Nacional e ao comandar o Globo Repórter, programas que lideraram os índices de audiência da televisão aberta por décadas. A decisão de interromper as atividades profissionais foi planejada de comum acordo com a emissora carioca, permitindo uma transição gradual no comando das atrações.
Desde o desligamento da rotina de estúdios, os retornos do comunicador ao vídeo têm ocorrido sob critérios estritos, motivados exclusivamente por efemérides institucionais ou reverência a antigos colegas de trabalho.
As aparições mais recentes na televisão aberta ocorreram ao longo do ano de 2025, ocasiões em que Chapelin aceitou conceder depoimentos gravados e participar de homenagens especiais dedicadas à trajetória dos jornalistas e locutores Cid Moreira —seu companheiro histórico de bancada no principal telejornal da casa— e Léo Batista, pioneiro das transmissões esportivas da rede.