Os trabalhadores acreanos tiveram redução no rendimento médio mensal no primeiro trimestre de 2026, segundo dados divulgados esta semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, o rendimento médio real habitual no Acre caiu de R$ 3.007, no trimestre encerrado em dezembro de 2025, para R$ 2.852 no trimestre encerrado em março deste ano.
A diferença representa queda de R$ 154 em apenas três meses, equivalente a uma retração de 5,1%.
O levantamento também mostrou redução na massa de rendimento mensal real habitual dos trabalhadores acreanos, indicador que representa a soma dos rendimentos recebidos pela população ocupada no estado.
Segundo o IBGE, o valor passou de R$ 950 milhões no fim de 2025 para R$ 896 milhões no primeiro trimestre de 2026, uma queda de R$ 54 milhões no período.
Apesar da redução na comparação trimestral, os dados mostram crescimento em relação ao mesmo período do ano passado. Em comparação com o primeiro trimestre de 2025, quando o rendimento médio era de R$ 2.760, houve aumento de 3,3%.
Já a massa de rendimento também apresentou avanço na comparação anual, saindo de R$ 839 milhões para R$ 896 milhões, crescimento de 6,8%.
A PNAD Contínua também apontou aumento da taxa de desemprego no Acre, que passou de 6,4% para 8,2% no primeiro trimestre deste ano.
O estado registrou ainda redução no número de pessoas ocupadas, passando de 325 mil para 322 mil trabalhadores no período analisado.