Judiciário "inchado"…



O conselheiro Ulisses Rabaneda, do Conselho Nacional de Justiça, fez um diagnóstico incômodo sobre a cultura do brasileiro de levar conflitos cotidianos à Justiça. Para ele, há uma cultura consolidada de litigiosidade no país.
 
Ele apontou que essa lógica contribui diretamente para o inchaço do sistema, que hoje acumula mais de 80 milhões de processos. Segundo ele, o volume histórico impede a redução efetiva do estoque, mesmo com magistrados julgando mais processos do que recebem.
 
"Todos os problemas, uma briga de vizinho, a última frase que se fala, ‘eu vou te processar’. Sempre se criou essa cultura do litígio. ‘A gente se encontra nos tribunais’. Essa é uma frase simbólica. E eu acho que essa cultura, esse pensamento precisa se alterar", disse em entrevista ao MidiaNews.
 
"Um atraso num voo, vai-se ao Judiciário. O extravio de uma bagagem, vai-se Judiciário. Por que é assim? Por que as pessoas e as instituições não conseguem solucionar os problemas por conta própria? Através da conciliação, através da mediação. Que não só barateia o custo final, mas pacifica", questionou.
 
Como alternativa para solucionar esse problema, Rabaneda defende a mudança de cultura, com maior uso de mecanismos extrajudiciais, como mediação e conciliação, para desafogar o Judiciário e reservá-lo a demandas mais complexas.  Judiciário "inchado" "Se criou cultura do litígio; um voo atrasado já aciona TJ; é preciso mudar" "Se criou cultura do…



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