Febre das figurinhas já domina o Amapá antes da Copa do Mundo – SelesNafes.com


Por ANDERSON MELO, de Macapá

A Copa do Mundo ainda nem começou, mas a paixão pelo futebol já invadiu o Amapá com a tradicional corrida pelos álbuns e figurinhas colecionáveis. Em bancas, papelarias e pontos de encontro espalhados por Macapá, crianças, jovens e adultos já vivem o clima do maior torneio do planeta muito antes do apito inicial. A movimentação aumentou nos últimos dias com a chegada dos primeiros lotes de figurinhas. A procura pelo álbum oficial reacendeu um hábito que atravessa gerações e mistura nostalgia, competição e paixão pelo futebol. Em muitos locais, colecionadores se reúnem para trocar cromos repetidos e tentar completar as seleções favoritas. Com o fim das antigas bancas de revistas, três pontos já se destacam como referência para os colecionadores: o espaço de trocas no Villa Nova Shopping, encontros organizados no Garden Shopping e a tradicional concentração de torcedores e colecionadores na Praça Nossa Senhora da Conceição. Os locais têm reunido desde crianças acompanhadas pelos pais até colecionadores veteranos, que carregam pilhas de figurinhas repetidas para troca entre os participantes.

A tradição também movimenta o comércio local. Proprietários de bancas e lojas especializadas relatam aumento nas vendas e maior circulação de clientes, principalmente nos fins de semana.

Edição 2026

A edição de 2026 também chamou atenção pelo tamanho da coleção e pelos custos para quem deseja completar o álbum. Com 980 figurinhas, esta é considerada a maior edição da história das Copas do Mundo. Cada envelope custa, em média, R$ 7 e traz sete cromos. Na teoria, sem nenhuma figurinha repetida, o colecionador precisaria investir cerca de R$ 1 mil entre pacotes e álbum. Na prática, porém, o valor costuma ser maior devido às figurinhas repetidas, o que faz dos encontros de troca uma alternativa importante para reduzir gastos.

Com o fim das bancadas de revista de rua, os colecionadores passaram a se concentrar em 3 locais

Para o empresário Eder Coutinho, o período é de grande expectativa para o setor. Segundo ele, a edição anterior da Copa impulsionou fortemente o mercado, e a projeção para este ano é ainda mais otimista.

“Temos uma boa expectativa para esta Copa. Em 2022 foi algo espetacular e, para esta nova edição, acreditamos que vamos ter pelo menos 30% a mais em vendas em relação à última Copa. Os pontos de venda na cidade só crescem, junto com a quantidade de filhos, pais e famílias que usam esse momento para completar seus álbuns”, afirmou.

Os pontos de troca também acabam reunindo personagens apaixonados pela história das Copas do Mundo, como o colecionador Matheus Enzo, de 26 anos, dono de uma coleção que chama atenção entre os fãs do futebol.

“Eu tenho álbuns desde a Copa de 1990. Creio que seja uma das maiores coleções do estado. Comecei em 2014, quando tinha 14 anos, e completei meu primeiro álbum, que foi o da Copa realizada no Brasil. Desde então venho completando as edições e aumentando minha coleção através de compras pela internet”, contou o jovem, que hoje reúne 36 anos de história das Copas do Mundo em sua coleção.

Para outros colecionadores, a emoção está em encontrar a figurinha do grande ídolo do futebol. Foi o caso de Levy Castro, que comemorou ao conseguir a figurinha do atacante português Cristiano Ronaldo.

“Eu gosto muito de futebol e o álbum da Copa é uma paixão. Tenho desde o álbum de 2022 e agora sigo em busca das figurinhas que possam ajudar a completar o álbum”, relatou.

Além do entretenimento, o álbum acaba aproximando famílias e amigos. Pais revivem a experiência da infância ao lado dos filhos, enquanto grupos de torcedores transformam a busca pelas figurinhas raras em uma verdadeira competição paralela.





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