Por OLHO DE BOTO, de Macapá (AP)
Um empresário de 51 anos foi preso após ser denunciado por perseguir a ex-companheira, uma policial militar, no distrito de São Joaquim do Pacuí, área rural de Macapá. Durante a abordagem, os militares encontraram com o acusado uma pistola 9 milímetros de uso restrito, pertencente a um policial. O caso ocorreu na noite de sexta-feira (15).
Márcio Coutinho Penafort foi detido por equipes do Batalhão de Policiamento Rural (BPRU) após a vítima relatar uma sequência de ameaças e perseguições desde o fim do relacionamento. Segundo a policial, o suspeito costumava sair de Macapá até São Joaquim do Pacuí para intimidá-la, além de enviar mensagens ofensivas pelas redes sociais e fazer difamações envolvendo supostos relacionamentos da vítima.
Ainda conforme o relato, na noite entre os dias 14 e 15 de maio, o homem teria ido até a residência da ex-companheira apresentando sinais de embriaguez. Ele teria batido violentamente no portão da casa e proferido xingamentos após não ser atendido. Vizinhos presenciaram a situação, e câmeras de segurança registraram as cenas.
A policial já havia registrado um boletim de ocorrência no último dia 9 de maio e solicitado medida protetiva. Porém, por volta das 23h47 de sexta-feira, a filha da vítima acionou novamente a PM informando que Márcio estava em frente ao imóvel, fazendo ameaças e batendo no portão.

Segundo a PM, o empresário apresentava sinais de embriaguez e comportamento agressivo no momento em que foi preso pelas equipes do BPRU. Fotos: Olho de Boto/SelesNafes.com
As equipes de São Joaquim e Cutias do Araguari localizaram e abordaram o suspeito em uma BMW X4 vermelha. Durante a revista, os policiais encontraram uma pistola calibre 9 milímetros com dois carregadores e 17 munições. Questionado sobre a arma, Márcio alegou que o armamento teria sido esquecido no veículo por um amigo militar.
Diante da situação, ele recebeu voz de prisão e foi encaminhado inicialmente à Delegacia de Assistência à Mulher (DEAM), em Macapá, sendo posteriormente apresentado na delegacia de Cutias do Araguari, onde o caso passou a ser investigado pelos crimes de ameaça e posse ilegal de arma de fogo.
Segundo a PM, o uso de algemas foi necessário para garantir a segurança da equipe e do próprio conduzido, já que ele apresentava sinais visíveis de embriaguez, comportamento agressivo e continuava ofendendo a ex-companheira durante a ocorrência.