Integridade: imperdoável e imprescritível…



Ao que tudo indica, no Brasil somos mais tolerantes com os corruptos do que com os honestos.
 
Atenção! Não afirmo que se aprecie a corrupção. Todos a condenam, inclusive os corruptos que a praticam.
 
No entanto, os corruptos são facilmente perdoados, ao contrário das pessoas íntegras.
 
No Brasil, uma conduta de integridade sempre será vista com suspeita e será alvo de não pequenas hostilidades e represálias. Um exemplo recente? Os gerentes da Caixa Econômica Federal que se opuseram a uma funesta operação de R$ 500 milhões com “papéis podres” do Banco Master foram sumariamente afastados. Afinal, na “cultura” dominante, os cargos de “confiança’ não são para aqueles que zelam pelo patrimônio da instituição para a qual trabalham, mas para os que retorcem pareceres para agradar os interesses de quem os nomeia, mesmo que ao arrepio da lei e da probidade.
 
De outro lado, há múltiplos casos de corruptos confessos, que celebraram com algum Ministério Público acordos de colaboração premiada e/ou de não-persecução, inclusive devolvendo alguma pequena fração dos recursos públicos que abocanharam, mas que preservam grande prestígio junto a autoridades, sendo figuras frequentes nos dispositivos de honra em cerimônias oficiais. Os mais sagazes conseguem homenagens como patronos em formaturas ou nomeações para cargos em que movimentam importantes orçamentos.
 
O sujeito íntegro não é um ser…



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