Desemprego cresce no Acre em 2026 e quase 30 mil pessoas procuram trabalho, aponta IBGE


O Acre voltou a registrar alta no desemprego no início de 2026, segundo dados divulgados na quinta-feira, 14, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa de desocupação no estado subiu para 8,2% no trimestre encerrado em março, após fechar 2025 em 6,4%.

Os números fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua e mostram que cerca de 29 mil acreanos estavam desempregados entre janeiro e março deste ano.

No trimestre anterior, encerrado em dezembro de 2025, eram 22 mil pessoas desocupadas. Isso representa aumento de sete mil pessoas em busca de trabalho no estado em apenas três meses, uma alta de 29,8%.

Apesar do avanço do desemprego, o levantamento mostra que a população ocupada no Acre permaneceu relativamente estável. O estado tinha 322 mil pessoas trabalhando no primeiro trimestre de 2026, contra 325 mil no trimestre anterior.

Já a força de trabalho acreana, grupo formado por pessoas ocupadas e desocupadas, passou de 347 mil para 351 mil pessoas no período analisado.

A pesquisa também aponta que a taxa de participação na força de trabalho subiu de 52,1% para 53%, indicando aumento do número de pessoas tentando ingressar ou retornar ao mercado de trabalho.

Subutilização atinge um em cada cinco acreanos

Outro dado que chamou atenção no levantamento foi o crescimento da taxa composta de subutilização da força de trabalho, indicador que reúne desempregados, subocupados por insuficiência de horas e pessoas disponíveis para trabalhar, mas fora da força de trabalho.

No Acre, a taxa chegou a 20,4% no primeiro trimestre de 2026, acima dos 17,9% registrados no trimestre anterior.

Em números absolutos, 79 mil acreanos enfrentavam algum tipo de subutilização da força de trabalho no período.

Rendimento médio cai no estado

A PNAD Contínua também mostrou queda no rendimento médio mensal real habitual dos trabalhadores acreanos. O valor passou de R$ 3.007 no trimestre encerrado em dezembro de 2025 para R$ 2.852 no primeiro trimestre deste ano.

A massa de rendimento mensal real habitual — soma dos rendimentos de todos os trabalhadores — também caiu no estado, passando de R$ 950 milhões para R$ 896 milhões no período analisado.



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