O complicado jogo do Senado


A condenação do ex-governador Gladson Cameli pelo STJ o tornando inelegível, caso não consiga ser revertida no STF, abrirá uma vaga para o Senado na chapa da candidata ao governo, Mailza Assis (PP). O fato já deixou em alerta partidos que querem ocupar a vaga de Cameli, caso este não tenha sucesso nos seus recursos ao próprio STJ e ao STF. Estão de olho no espaço, os deputados federais Eduardo Veloso (UB), Ulysses Araújo (UB) e Jéssica Sales (MDB). Acontece é que a decisão passa de qualquer maneira pelo Gladson. Não sendo candidato, não será surpresa se ele quiser indicar para o seu lugar na chapa do Senado, o político de quem é mais próximo, o deputado Nicolau Júnior (PP). Por enquanto, estamos no campo da ilação; mas na política, o improvável de hoje, pode ser o provável amanhã. Esperemos as próximas cenas desta novela que mexe com o cenário da política do estado.

NÃO É A META

Assessores mais próximos do deputado Nicolau Júnior (PP) garantiram ao BLOG que ele não pensa em disputar o Senado, isso está fora do seu radar político. Mira mesmo é a reeleição. Mas, não se sabe qual será o seu comportamento se vier um convite formal do Gladson para que saia candidato a senador

BATOM NA CUECA

Um fato político pode mudar toda uma campanha. O mais recente exemplo foi o áudio do candidato a presidente, senador Flávio Bolsonaro, em que demonstra intimidade com o banqueiro preso Daniel Vorcaro, dono do Banco Master; que protagoniza um escândalo financeiro gigante, pedindo pressa na liberação de parcelas de uma doação de 134 milhões de reais, para bancar o filme do pai Jair Bolsonaro. Acontece que dias antes do áudio bomba explodir, Flávio disse em entrevista nunca ter falado com Vorcaro. O áudio mostrou o contrário. Agora vem o produtor do filme e deputado federal Mário Frias dizer que não recebeu um centavo de Vorcaro, quando 64 dos 134 milhões já tinham sido liberados. É a história da mulher que viu batom na cueca do marido. Quanto mais explica, mais complica. A confusão tende implodir a candidatura de Flávio Bolsonaro(PL), que está num bom patamar nas pesquisas.

VOLTANDO À CENA

Quem está voltando à cena política como candidato a deputado federal, é Henrique Afonso (MDB), um nome muito qualificado e experiente na política. Henrique já passou pela Câmara Federal, e não se conhece dele um escândalo.

NÚMEROS MAIS APROXIMADOS

Pesquisa interna recente de um partido, mostra números mais aproximados entre os candidatos a governador. A permanecer a evolução registrada, é certeza de um segundo turno, com uma disputa apertada.

PONTO FORA DA CURVA

Numa campanha, tudo pode acontecer, inclusive um ponto fora da curva que pode mudar todo o cenário da disputa. É muito cedo para ter pesquisas atuais como referencial final de um resultado eleitoral. Aguardemos as pesquisas do final de julho em diante para termos um quadro mais real.

DIREITA FORA

As duas vagas para o Senado, em São Paulo, vêm sendo lideradas pela ordem: Simone Tebet, Márcio França e Marina Silva, todos de partidos ligados a Lula. Até aqui, os candidatos da direita não decolaram. SP é o maior colégio eleitoral do país.

CONVERSA AMENA

O prefeito de Feijó, Railson Ferreira, não teve sucesso na sua pressão para conversar com a governadora Mailza. Teve que se contentar em falar com o secretário Luiz Calixto, que numa conversa amena, explicou que investimentos do estado nos municípios vai depender das finanças estaduais. E que não existe só Feijó como município do estado com carência. Ou seja: Railson voltou de mãos vazias e certo que terá que se virar com os recursos municipais.

CUIDANDO DA VIDA

O senador Sérgio Petecão (PSD) disse hoje ao BLOG não estar preocupado com a aliança política para governo. “Estou cuidando de mim, da minha candidatura, nos outros penso depois”, destacou.

FORA DO RADAR

O senador Sérgio Petecão (PSD) descarta qualquer conversa com a governadora Mailza Assis (PP). “O pessoal dela não gosta de mim e não faço questão que gostem”, disparou Petecão com humor.

POR RESPEITO

O presidente do MDB, Vagner Sales, disse ao BLOG que o partido só vai se posicionar sobre o Senado, caso se esgotem os recursos para tentar tornar o ex-governador Gladson Cameli elegível. “Por respeito ao Gladson, o MDB só discute o Senado se ele não for candidato de forma definitiva. Só numa hipótese dele ficar fora do processo é que colocaremos a Jéssica como candidata ao Senado”, revelou Vagner.

CONVERSA MARCADA

Está programada para a próxima segunda-feira uma conversa entre o ex-governador Gladson Cameli e Vagner Sales (MDB), para discutir aspectos da campanha ao governo e ao Senado.

TORCIDA GRANDE

O ex-governador Jorge Viana (PT) tem dito nas suas conversas que torce para que apareça o maior número de candidatos ao Senado. Avalia que quanto mais os adversários dividirem os votos da direita, melhor para sua candidatura.

MAIS DEMOCRÁTICO

O ex-senador Nabor Júnior (MDB) exercia a democracia em toda a sua plenitude. Para se ter uma idéia, no seu governo, os nomes dos que postulavam ser secretários de estado teriam que ser submetidos a uma votação dos membros do diretório do MDB. Quem não tivesse maioria, não assumiria o cargo.

CAMPANHA TÍMIDA

Dos candidatos ao Senado, quem faz a campanha mais tímida é o deputado federal Eduardo Veloso (Solidariedade). Mas, como a campanha para valer não começou, ele pode fazer uma campanha mais aguerrida.

NOMES MAIS FORTES

Gene Diniz, Zé Lopes, Jairo Cassiano, Olavinho, Eduardo Ribeiro e Eduardo Gomes, são os nomes com maior potencial de votos na chapa do Republicanos para deputado estadual.

MAIOR ELEITOR

Pouca gente sabe, mas o maior eleitor desta eleição é a parcela ampla que vende os seus votos. E por serem muitos, costumam decidir uma eleição.

FRASE MARCANTE

“Aprender sem refletir é inútil; refletir sem aprender é perigoso”. Confúcio, filósofo chinês.



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