Presa há 1 ano, empresária cita "constrangimento"; TJ nega soltura…



O desembargador Gilberto Giraldelli, da Terceira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT), negou pedido liminar em habeas corpus e manteve a prisão preventiva da empresária Julinere Goulart Bentos. A decisão foi publicada nesta quinta-feira (14).

 
A empresária está presa desde 9 de maio do ano passado, acusada de ser uma das mandantes do homicídio do advogado Renato Gomes Nery, ocorrido em julho de 2024, em Cuiabá.
 
Na última semana, a Justiça determinou que ela, o marido, Cesar Jorge Sechi, e outros envolvidos sejam submetidos a júri popular por homicídio qualificado e organização criminosa. A data do julgamento ainda não foi marcada.
 
No habeas corpus, a defesa da empresária alegou “constrangimento ilegal”, sob o argumento de que a decisão de pronúncia não teria reavaliado de forma fundamentada a necessidade da manutenção da prisão preventiva de Julinere.
 
Subsidiariamente, os advogados pediram a substituição da prisão preventiva por prisão domiciliar, argumentando que a filha adolescente da empresária possui diagnóstico de TDAH e transtorno de ansiedade generalizada, necessitando de cuidados maternos.
 

Reprodução

O advogado Renato Nery, que foi assassinado em Cuiabá

Na decisão, o desembargador afirmou que, em uma análise preliminar do caso, não identificou “manifesta ilegalidade, teratologia ou abuso de poder” que justificasse a soltura imediata da acusada.
 
Gilberto Giraldelli determinou ainda que o Juízo da 14ª Vara…



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