Prefeitura de São Luís exonera quatro servidores da Setur em meio à crise do “edital sem cachê”


A Prefeitura de São Luís exonerou quatro servidores da Secretaria Municipal de Turismo (Setur) em meio à repercussão negativa provocada pelo edital que previa apresentações musicais sem pagamento de cachê no projeto “Mirante da Cidade”. As exonerações ocorreram na noite de quarta-feira (13), após a crise envolvendo a proposta ganhar força nas redes sociais e mobilizar críticas de artistas e representantes do setor cultural.

Foram exonerados os servidores Ian Kauê Marques da Silva, Claudeilson dos Santos Coelho, Gisele Polanski França da Silva e Natasha Soares Marques de Sá. Até o momento, a gestão municipal não informou se os desligamentos têm relação direta com a repercussão do caso.

Nos bastidores da administração, as exonerações aumentaram as especulações sobre mudanças internas na pasta em meio ao desgaste gerado pela condução do episódio.

Entenda a crise

A crise começou após a publicação de um edital da Setur voltado para apresentações artísticas no Mirante da Cidade, um dos principais pontos turísticos da capital. O documento convocava músicos para participar da programação em caráter “voluntário”, sem previsão de cachê.

Assinado pelo secretário municipal de Turismo, Saulo Santos, o edital justificava a proposta como uma iniciativa de valorização da cultura local. A publicação, porém, provocou reação imediata entre artistas, produtores culturais e internautas.

Além da ausência de remuneração, outro ponto criticado foi a previsão de que os próprios participantes seriam responsáveis por custos da apresentação, incluindo estrutura de som, iluminação, transporte e montagem de equipamentos.

Nas redes sociais, o caso passou a ser chamado de “edital sem cachê” e gerou questionamentos sobre a valorização dos profissionais da cultura.

As apresentações estavam previstas para ocorrer entre junho e dezembro, com duas edições mensais no Mirante da Cidade, localizado no Centro Histórico de São Luís.

Após a repercussão, a Prefeitura de São Luís divulgou nota afirmando que o objetivo da medida era organizar e democratizar o acesso ao espaço para eventos independentes. A gestão também negou a intenção de promover apresentações sem as contrapartidas legais e declarou permanecer aberta ao diálogo sobre o tema.



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