
Elen Costa
Da Redação
O crime organizado no ambiente digital mudou de estratégia. Em vez de investir em softwares complexos para romper barreiras de segurança digitais, os criminosos agora focam em explorar a maior vulnerabilidade de qualquer sistema: o comportamento humano. Essa tática é conhecida como engenharia social.
A engenharia social é a manipulação psicológica de pessoas para que executem ações ou divulguem informações confidenciais. Os golpistas utilizam gatilhos emocionais como o medo, a urgência, a autoridade e a curiosidade para desarmar o senso crítico da vítima. Explicitando que muitos golpes não começam com invasão de sistemas, mas com a manipulação da vítima.
Na engenharia social, o criminoso tenta enganar, pressionar ou convencer a pessoa a entregar dados, clicar em links, informar senhas, compartilhar códigos ou realizar transferências. Ele explora sentimentos para fazer a vítima agir sem pensar.
Os golpes podem aparecer de várias formas:
- links falsos enviados por mensagem;
- ligações se passando por banco, advogado ou suporte técnico;
- SMS fraudulentos; perfis falsos no WhatsApp ou Instagram;
- e mensagens sobre conta bloqueada, encomenda retida ou valores a receber.
Na tentativa de minimizar o número de casos, a Polícia Civil, por meio da Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DR-Cciber), alerta a população e dá dicas de como não se tornar mais uma vítima. Para se proteger, a pessoa nunca deve compartilhar senhas, códigos ou tokens de segurança; é necessário ativar a verificação em duas etapas nos seus aplicativos; confirmar informações somente pelos canais oficiais; não clicar em links suspeitos; desconfiar de pedidos urgentes, ofertas boas demais e mensagens fora do padrão; e não compartilhar a tela do celular ou computador com desconhecidos.
Caso tenha sido vítima, ou desconfia que caiu em um golpe, a pessoa deve entrar em contato imediatamente com seu banco ou instituição financeira. É importante guardar todas as provas como: prints, números, links, comprovantes e mensagens; e registrar um boletim de ocorrência na delegacia mais próxima.
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