São Paulo – A médica Jade Zarichta Costa decidiu usar suas redes sociais para compartilhar situações reais e bizarras que enfrenta no dia a dia, servindo de alerta para profissionais de saúde e pacientes. Sob o lema “o óbvio precisa ser dito”, os relatos de Jade viralizaram ao mostrar que a falha na comunicação pode anular qualquer tratamento. No vídeo, Jade faz um alerta crucial aos colegas de profissão para nunca perguntar se o paciente está usando o remédio corretamente, mas sim como ele está usando.
“Prepare-se emocionalmente para a bomba que talvez venha”, brinca a médica antes de listar casos inacreditáveis.
Segundo a profissional, uma paciente de cerca de 60 anos, com diabetes descontrolada, garantiu que usava a insulina conforme ensinado pela enfermeira. O detalhe? A enfermeira usou uma laranja para demonstrar a aplicação. A idosa, então, aplicava a insulina na fruta todos os dias e depois a comia.
Outro relato curiosa da médica, apontava que uma família com quatro mulheres decidiu diluir cartelas inteiras de pílulas no filtro de barro da casa. A intenção era evitar o esquecimento e garantir que todas estivessem protegidas ao beber a água. Resultado, duas delas engravidaram em dois meses.
A médica conta também um episódio em que uma mãe, ao ser questionada por que a infecção de ouvido do filho não melhorava, revelou que, em vez de dar o xarope por via oral, estava pingando o antibiótico diretamente dentro do ouvido da criança.
O caso que mais chamou atenção foi de um idoso diabético, que não gostava de engolir comprimidos, diluía o medicamento em água. Para disfarçar o gosto amargo, ele adicionava generosas colheres de açúcar à mistura.
As histórias dividiram opiniões na internet. Enquanto muitos riram das situações, outros trouxeram uma reflexão séria sobre a capacidade de uma pessoa compreender informações básicas de saúde.
“Agora entendi quando vou no postinho e me explicam um procedimento como se eu tivesse 3 anos de idade. O excesso de didatismo tem uma razão de ser”, disse um internauta.
“É por isso q na caixa de ovos vem escrito contém ovos”, disse outra.
“O óbvio precisa ser dito, repetido e as vezes até desenhado e mesmo assim ainda tem gente bebendo detergente”, disse um terceiro.
Segundo Jade, o erro não está apenas na interpretação do paciente, mas na suposição do médico de que as instruções foram compreendidas.
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