Mais da metade dos amapaenses passou a ter renda em 2025, diz IBGE – SelesNafes.com


Por ANDERSON MELO, de Macapá (AP)

O aumento do rendimento do trabalho e o crescimento do número de pessoas ocupadas impulsionaram a economia do Amapá em 2025. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que 58,2% da população do estado passou a ter algum tipo de rendimento, o maior percentual já registrado pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua).

Segundo o levantamento, cerca de 468 mil moradores do estado tinham renda proveniente de trabalho, aposentadoria, pensão ou programas sociais. O rendimento médio mensal da população chegou a R$ 2.857, enquanto o rendimento habitual do trabalho atingiu R$ 3.089 em 2025.

Para Joel Lima, diretor de Disseminação de Informações do IBGE no Amapá, os indicadores demonstram fortalecimento da atividade econômica no estado.

“O crescimento do rendimento do trabalho aliado ao aumento do número de pessoas ocupadas mostra uma ampliação da participação da população na economia. Isso significa mais circulação de renda, fortalecimento do consumo e impacto direto em diversos setores econômicos”, destacou.

Dados indicam recuperação dos indicadores econômicos do estado e aumento da participação da população no mercado de trabalho

O estudo aponta ainda que 43,6% da população amapaense possuía rendimento habitual do trabalho em 2025, resultado superior ao registrado no ano anterior.

Outro dado que reforça o avanço econômico é a massa de rendimento mensal do trabalho, que alcançou R$ 1,1 bilhão no estado, o maior valor da série histórica da pesquisa.

Joel Lima ressaltou que os números indicam recuperação consistente dos indicadores econômicos após o período da pandemia.

“Os dados mostram não apenas aumento da renda média, mas principalmente um crescimento no número de pessoas inseridas no mercado de trabalho ou com alguma fonte de rendimento. Esse movimento ajuda a dinamizar a economia local e ampliar a capacidade de consumo das famílias”, afirmou.





VER NA FONTE